Berlim, 12 mai (EFE).- As críticas à chanceler alemã, Angela Merkel, feitas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, neste domingo foram recebidas com frieza por Berlim, que insiste em que o líder venezuelano não fala em nome da América Latina.

"A declarações do presidente Chávez falam por si mesmas", disse hoje o porta-voz do Governo alemão, Thomas Steg, em uma breve nota enviada à imprensa, na qual reitera um parágrafo de uma entrevista concedida por Merkel a um veículo de comunicação alemão, ao qual "não há nada a acrescentar".

Steg se limita a comunicar que "a chanceler federal se alegra pela cúpula da União Européia com os países da América Latina no Peru e pelas conversas bilaterais que manterá ali. Já antes da cúpula, anunciou claramente sua postura. Refiro-me à passagem de sua entrevista à (agência alemã) 'dpa'".

Nesse trecho, Merkel diz que "um só país não pode influir permanentemente nas relações entre a UE e a América Latina. O presidente Chávez não fala em nome da América Latina. Cada país tem sua própria voz, com a qual defende seus próprios interesses".

"O povo venezuelano também tomou postura, com sua rejeição no plebiscito de janeiro", acrescenta.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que "não nos calaremos" ao se referir à 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia (ALC-UE), que será realizada em Lima e à qual disse que não sabe ainda se assistirá. EFE jcb/an

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