Governo alemão exige desculpas de economista que comparou executivos a judeus

Berlim, 27 out (EFE).- O Governo da Alemanha convidou hoje o presidente do instituto de pesquisa econômica Ifo, Hans-Werner Sinn, a se retratar de sua comparação da perseguição sofrida pelos judeus, após a quebra econômica de 1929, com as atuais críticas aos diretores de empresas.

EFE |

Sinn deve "reconhecer o erro" cometido, com uma comparação que é "inaceitável e incorreta", disse o porta-voz do Governo, Ulrich Wilhelm, sobre as declarações do economista ao jornal alemão "Der Tagesspiegel".

"Em cada crise se buscam culpados", afirmou Sinn ao jornal, para prosseguir que, em 1929, esses bodes expiatórios foram os judeus, agora são os gerentes e os diretores.

As declarações do economista, divulgadas ontem, provocaram uma rápida reação de protesto da comunidade judaica da Alemanha.

O secretário-geral do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Stephan J. Kramer, exigiu desculpas imediatas e incondicionais de Sinn.

De acordo com Kramer, a comparação é "degradante, absurda e completamente inoportuna" e disse que as declarações do economista são um "insulto às vítimas" da perseguição.

"Não sabia que os gerentes podiam ser agredidos, mortos ou encarcerados em campos de concentração", acrescenta. EFE gc/wr/jp

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