Governo alemão aprova envio de fragata e 1,4 mil soldados à Somália

Berlim, 10 dez (EFE).- O Governo alemão aprovou hoje o envio de uma fragata e até 1,4 mil soldados às águas próximas à Somália durante um prazo de um ano dentro da missão européia Atalanta para prevenir e reprimir a pirataria nas águas do Golfo de Áden.

EFE |

Depois que a decisão tiver recebido a aprovação do Parlamento alemão - prevista para 19 de dezembro - a fragata "Karlsruhe" poderá submeter-se ao comando britânico na operação Atalanta, que conta com a participação de sete países.

A missão da Marinha alemã está prevista para o prazo de um ano e termina em 15 de dezembro de 2009.

A fragata alemã "Karlsruhe" já se encontra na área, dentro da operação antiterrorista Liberdade Duradoura, liderada pelos Estados Unidos, e poderia integrar-se na missão Atalanta assim que o Parlamento alemão dê a aprovação.

A primeira missão naval européia autônoma, aprovada esta segunda-feira, em Bruxelas, e que prevê a intervenção de seis navios de guerra e três aviões de reconhecimento, despertou reservas em vários ministérios alemães (Defesa, Interior e Exteriores), que não viam claramente delimitadas as competências de seus soldados sobre o uso da força.

O mandato da missão, que permite o uso de armas de fogo para combater os piratas, tranqüilizou os ânimos no Governo alemão, o que leva a pensar que a votação de 19 de dezembro no Bundestag também não será nenhum empecilho.

Embora o Governo de grande coalizão, formado por conservadores e social-democratas, tenha aprovado hoje o envio de até 1,4 mil soldados ao Chifre da África, supõe-se que só chegarão a intervir algumas centenas de soldados.

Entre suas principais funções, estarão as de escoltar cargueiros de ajuda humanitária com destino à Somália, país que tem o maior número de deslocados internos e onde até 40% da população depende da ajuda externa.

Os efetivos da missão Atalanta poderão recorrer ao uso da força para evitar ataques ou deter piratas, o que o ministro da Defesa alemão, Franz-Josef Jung, destacou novamente a um jornal alemão como um "mandato forte e com capacidade de manobra". EFE umj/an

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