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Governo afegão prevê campanha de intimidação dos talibãs contra eleições

Cabul, 16 ago (EFE).- As autoridades afegãs anunciaram hoje que as forças de segurança manterão um cessar-fogo em 20 de agosto, dia das eleições presidenciais, e admitiram à Agência Efe que preveem uma campanha insurgente de intimidação em massa para boicotar o pleito.

EFE |

O ministro de Defesa afegão, Abdul Rahim Wardak, seu colega de Interior, Mohammad Hanif Atmar, e o chefe dos serviços secretos afegãos, Amrullah Saleh, concederam uma entrevista coletiva para tranquilizar a população.

A coletiva aconteceu um dia depois do atentado talibã que deixou sete mortos em frente ao quartel-general da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) de Cabul.

"Dizer que haverá completa paz seria difícil, mas devemos estar preparados para cada eventualidade", afirmou à Efe o ministro da Defesa, que prometeu "trabalhar duro" para dar segurança ao processo.

Warzak anunciou que as autoridades afegãs estabelecerão uma tripla rede de segurança, formada pela Polícia, pelo Exército afegão e pela Isaf para o dia das eleições.

Segundo o ministro, as tropas afegãs se absterão de desenvolver operações ofensivas no dia das eleições, mas responderão a qualquer possível ataque dos talibãs, que convocaram a população a boicotar o processo.

A comissão eleitoral disponibilizou 6.500 centros eleitorais, 400 a mais que em 2004, mas existe o temor de que os insurgentes, presentes principalmente no sul e no leste do país, realizem ataques e atentados para impedir a realização das eleições.

A entrevista coletiva conjunta aconteceu um dia depois do atentado suicida cometido por um insurgente contra o quartel da Isaf, em pleno centro de Cabul, que matou sete pessoas e feriu 91.

O ministro de Interior revelou que as forças de segurança descobriram 62 tentativas de atentado nos últimos seis meses e garantiu a implicação da Polícia nas eleições até onde alcançaram suas capacidades.

Atmar reconheceu que o Governo afegão não pode garantir em 100% a segurança das eleições, em um momento em que os talibãs aumentaram suas atividades e sua presença em novas partes do Afeganistão.

"Sabemos que os talibãs recorrerão à intimidação em massa, atentados terroristas, bombas suicidas e ataque aos comboios e às pessoas com material eleitoral", afirmou Atmar.

Frente às previstas ações insurgentes, o chefe dos serviços de inteligência afegãos (Diretório Nacional de Segurança) revelou à Efe que sua organização desenvolve tarefas para fomentar a participação e mobilização dos eleitores. EFE daa/db

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