Inicialmente, a informação era de que 33 civis haviam morrido no bombardeio." / Inicialmente, a informação era de que 33 civis haviam morrido no bombardeio." /

Governo afegão condena morte de 27 civis; Otan lamenta erro de ataque

O governo do Afeganistão condenou nesta segunda-feira um bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que deixou 27 civis mortos na Província de Uruzgan, no centro do país, no domingo. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/02/22/cabul+afirma+que+ataque+da+otan+matou+33+civis+9404761.htmlInicialmente, a informação era de que 33 civis haviam morrido no bombardeio.

iG São Paulo |

Segundo o governo do Afeganistão, o bombardeio foi "injustificável" e "um grande obstáculo" para a eficácia dos esforços de combate ao terrorismo. A morte de civis em bombardeios vem causando há tempos ressentimento generalizado no Afeganistão e constrangimento para a Otan.

AFP
Garotos caminham perto de marines dos EUA perto de região de ofensiva

Garotos caminham perto de marines dos EUA em região de ofensiva

O governador de Uruzgan, Sultan Ali, disse à BBC que todos os mortos eram civis. Segundo Ali, o bombardeio ocorreu em uma área sob controle do Taleban e não fazia parte da Operação "Moshtarak" ("Juntos", no idioma dari) que a Otan lançou há dez dias contra a milícia islâmica na Província de Helmand.

Um porta-voz do governador, Nisar Ahmad Khetab, disse que mais de 40 pessoas viajavam em três veículos quando o ataque ocorreu. Ele disse que um grupo de anciãos foi enviado para a área para investigar as mortes.

Previamente, a Otan tinha negado que tivesse matado civis, afirmando que o ataque teve como alvo um comboio que levava membros do Taleban para um ataque contra forças militares afegãs e estrangeiras. Depois, porém, a organização afirmou que forças em terra descobriram que entre "vários indivíduos mortos e feridos" na ação estavam mulheres e crianças.

O comandante das forças dos EUA e da Otan no Afeganistão, general Stanley McChrystal, disse lamentar profundamente o incidente, prometendo realizar uma investigação completa sobre as mortes. "Estamos extremamente entristecidos com a trágica perda de vidas inocentes. Estamos aqui para proteger o povo afegão, e matar ou ferir civis inadvertidamente mina a confiança deles em nossa missão. Vamos redobrar nossos esforços para reconquistar essa confiança", afirmou.

No ano passado, McChrystal introduziu regras mais rigorosas para a atuação das forças no país em uma tentativa de diminuir as mortes e ferimentos entre civis.

Operação "Moshtarak"

Na semana passada, 12 civis morreram na ofensiva "Moshtarak" quando foguetes atingiram uma casa.

Cerca de 15 mil soldados afegãos e da Otan estão envolvidos nessa ofensiva, que é a maior operação da coalizão militar desde que o regime do Taleban foi derrubado, em 2001.

O chefe do Comando Central dos Estados Unidos, general David Petraeus, disse no domingo que ela é parte de uma nova estratégia para combater insurgentes, que provavelmente vai durar até 18 meses.

Chefe tribal

Nesta segunda-feira, um influente chefe tribal afegão morreu em um atentado suicida na província de Nangarhar (leste do país), de acordo com as autoridades locais. O ataque matou ainda outras 14 pessoas.

Mohammad Haji Zaman, um poderoso comandante local durante a guerra civil afegã na década de 90, discursava para um grupo de refugiados. Zaman vivia na cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão, e voltou recentemente ao Afeganistão.

Ninguém reivindicou a autoria do ataque. De acordo com correspondentes, Mohammad Haji Zaman - também conhecido como Haji Zaman Gamsurek - desempenhou um papel importante na guerra contra militantes do Taleban e da rede extremista Al-Qaeda na região das montanhas de Tora Bora na época da invasão liderada pelos Estados Unidos ao Afeganistão, em 2001.

Ele sempre negou alegações de que permitiu que o dissidente saudita Osama Bin Laden escapasse de Tora Bora.

*Com informações da BBC

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