Bogotá, 14 set (EFE) - O Governo da Colômbia revelou hoje que uma delegada do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) também esteve presente à recente reunião de altos funcionários com um ex-chefe paramilitar na sede do Executivo em Bogotá.

No encontro também estavam o embaixador do país na República Dominicana, Juan José Chaux, e o advogado Óscar Iván Palacio, segundo admitiu o Governo do presidente Álvaro Uribe em comunicado divulgado por sua Secretaria de Imprensa.

A nota confirma versões jornalísticas sobre a presença de Chaux, ex-governador do departamento de Cauca (sudoeste), e Palacio em uma recente reunião realizada pelo ex-chefe paramilitar conhecido como de Antonio López, já assassinado, na Casa de Nariño.

López e o advogado Diego Álvarez, que defende um ex-chefe paramilitar extraditado aos Estados Unidos, foram recebidos ali em 23 de abril pelos secretários Jurídico e de Imprensa da Casa de Nariño, Edmundo del Castillo César e Mauricio Velásquez, respectivamente.

Um convite de Castillo ao DAS explica a presença da delegada da central de inteligência, segundo a mesma nota, que afirma que Chaux foi à reunião por vontade própria, após saber que o secretário Jurídico esperava por Álvarez.

Este advogado visitou a Casa de Nariño em 28 de fevereiro e 31 de março, segundo a mesma nota, com o "desejo de entregar informação sobre uma possível manipulação de testemunhas por parte do magistrado auxiliar da Corte Suprema de Justiça, Iván Velásquez, em oposição ao Presidente da República".

Além disso, a nota indicou que nem Álvarez nem López "tinham processos contra si nem ordem de captura, e ingressaram na Casa de Nariño cumprindo os protocolos de segurança".

Chaux é investigado pela Procuradoria Geral por supostos nexos com as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) e, segundo um relatório da última edição da revista "Semana", tinha em López uma "espécie de assessor" para efeitos deste processo judicial. EFE jgh/rb/db

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