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Governistas venezuelanos voltam a falar em plano golpista

Caracas, 29 jan (EFE).- Governistas venezuelanos insistiram hoje que os protestos pela suspensão das transmissões do canal a cabo RCTVI faz parte de um plano desestabilizador, enquanto os estudantes de oposição reiteram o caráter pacífico de suas mobilizações contra os problemas da Venezuela.

EFE |

O deputado governista Mario Isea reafirmou nesta sexta-feira a tese governamental que os estudantes opositores são supostamente manipulados por setores que querem tirar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, do poder pela força.

"Os planos de desestabilização continuam, incluindo o magnicídio e o golpe de Estado", disse Isea em entrevista ao canal de televisão estatal "Venezolana de Televisión" ("VTV").

O líder estudantil opositor Roderick Navarro negou nesta sexta-feira que sejam "usados" por algum setor opositor e declarou que se mobilizaram para reivindicar soluções para os problemas que afetam o país.

"É hora de despolitizar os problemas dos venezuelanos", entre os quais listou a falta de segurança e a crise no fornecimento de energia que ameaça deixar a Venezuela às escuras nos próximos meses.

Em entrevista à rede de televisão privada "Globovisión", Navarro afirma que a suspensão "temporária", desde sábado, das transmissões da "RCTVI" foi a "gota d'água" dentre os "muitos problemas" da Venezuela.

A "RCTVI", crítica ao Governo, e outros cinco canais da televisão por assinatura tiveram suas transmissões interrompidas no sábado passado "temporariamente" por descumprir as leis do setor na Venezuela.

Quatro desses canais já foram autorizados a retomar suas atividades porque apresentaram os documentos que as credenciam como produtores internacionais, enquanto a "RCTVI" e a emissora peruana "América TV" continuam paradas.

Perguntado sobre incidentes nos quais supostos estudantes opositores atiraram pedras na Polícia, Navarro respondeu que seria uma reação "diante de um Estado que utiliza gás lacrimogêneo e até armas medievais para reprimir os estudantes".

A Justiça venezuelana reiterou nesta sexta-feira que investiga a suposta "responsabilidade penal" de diretores de colégios e universidades pela suposta "utilização de crianças e adolescentes" em manifestações "violentas" em Caracas.

O Ministério Público abriu a investigação após uma denúncia feita por estudantes partidários do Governo, segundo a qual diretores de escolas e universidades "usaram" crianças e adolescentes nas manifestações públicas desta semana em Caracas. EFE gf/bba

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