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Governar para os pobres foi mágica para arrumar economia, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, em entrevista ao canal de televisão turco NTV, que a mágica para resolver os problemas econômicos do Brasil quando assumiu o governo, há seis anos, foi definir que estava governando para as camadas mais pobres.

BBC Brasil |

Inicialmente, Lula chegou a responder que "não existe mágica em termos de política econômica". Mas, a seguir, voltou atrás e enumerou programas do governo como o Bolsa-Família.

"A mágica que nós fizemos foi decidir de que lado estávamos, para quem queríamos governar. Embora nos definamos como 'governo de todos', nós temos como prioridade ajudar as camadas mais pobres da população", afirmou o presidente.

"E isso não implicou em que os empresários fossem excluídos. Pelo contrário, os empresários nunca ganharam tanto dinheiro como no meu governo", disse Lula.

"A lógica não é governar para os ricos, que não precisam do Estado. Quem precisa do Estado são os pobres", afirmou. "Essa mágica todos os governantes podem fazer. Basta tomar esta decisão e ter esta disposição de governar para os pobres."

Obama e futebol

Na entrevista exclusiva, realizada e veiculada na manhã desta quinta-feira, Lula também disse que espera que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mude a relação de seu país com as demais nações mundiais, "em especial com a América Latina".

"Muito vem da intuição, quando eu olho o Obama, tão jovem. Acho que ele representa esta possibilidade de estabelecer uma nova relação dos Estados Unidos com o mundo, de mais parcerias, mais civilizada, mais democrática."

Lula disse que conhecer Istambul era um sonho que tinha há pelo menos 40 anos, e listou as possibilidades de negócios entre o Brasil e a Turquia.

No final da entrevista, o presidente se desculpou por não ter comparecido à final da Copa da Uefa, realizada na noite de quarta-feira, em Istambul, alegando cansaço após a chegada de Pequim. "Sou fanático por futebol e sei que o jogador mais extraordinário aqui é o Alex, que jogava no time rival do meu no Brasil", afirmou.

"E tem uma coisa fantástica: o Brasil exporta o craque, que vem para cá com 18 anos, joga na Seleção sem nunca ter jogado em um time brasileiro e depois dos 30 anos volta, como voltou o Ronaldo", disse.

"Não gosto de assistir política na televisão porque tenho vontade de brigar com a tela. Mas futebol eu assisto a qualquer hora do dia."
Na sexta-feira, Lula segue para a capital turca, Ancara, onde se reúne com o presidente Abdullah Gül, antes de voltar a Brasília.

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