Governantes africanos comparecem ao enterro do presidente da Zâmbia

Lusaka, 3 set (EFE) - O presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, foi enterrado hoje em Lusaka, duas semanas após falecer, na presença de vários chefes de Estado africanos.

EFE |

O enterro foi precedido de um serviço religioso ecumênico cristão, que ocorreu no pátio do Parlamento e que foi oficiado por um grande número de religiosos, e outros atos que duraram praticamente o dia inteiro e que foram liderados pela viúva do presidente, Maureen Mwanawasa, e seus seis filhos.

Milhares de zambianos compareceram ao enterro, embora a maioria não tenha conseguido ter acesso ao local onde estava sendo realizado e foi obrigada a acompanhar o sepultamento por telões colocados nas ruas ou na transmissão ao vivo da televisão local.

O corpo de Mwanawasa foi sepultado em um ataúde de cobre prateado, em meio a homenagens militares e após o disparo de uma salva de tiros, enquanto nas ruas os cidadãos expressavam sua dor e lembravam do governante.

Entre os presentes estavam o presidente da Tanzânia e titular de turno da União Africana (UA), Jakaya Kikwete; o chefe de Estado da África do Sul, Thabo Mbeki; o de Gana, John Kufuor; o do Quênia, Mwai Kibaki, entre outros líderes e representantes de Governos de todos os continentes.

Também estava no enterro do presidente zambiano o chefe de Estado do Zimbábue, Robert Mugabe, a quem Mwanawasa, que foi o presidente de turno da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) até dois dias antes de morrer, tinha criticado fortemente.

O presidente interino da Zâmbia, Rupiah Banda, afirmou que "a melhor honra que o país pode fazer (ao presidente falecido) é emular sua visão da pátria".

Os restos mortais do presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, chegaram a Lusaka de Paris em 23 de agosto, após esse ter morrido em um hospital da capital francesa quatro dias antes em conseqüência de uma trombose cerebral sofrida em junho no Egito, quando comparecia à Cúpula da União Africana.

O corpo foi velado em Lusaka e nas nove províncias da Zâmbia antes do enterro, que foi realizado hoje, quando completaria 60 anos.

Banda, após assumir a Presidência interina, anunciou que serão convocadas eleições em até 90 dias para substituir o chefe do Estado, de acordo com a Constituição. EFE mc/db

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