Os governadores das regiões rebeldes de Tarija, Santa Cruz, Beni e Chuquisaca se encontrarão com o presidente Evo Morales neste domingo, em mais uma tentativa de superar a crise política que paralisa a Bolívia.


O governador de Tarija, Mario Cossío, revelou em entrevista coletiva, na cidade de Cochabamba, sede do "diálogo nacional", que os quatro líderes dos departamentos rebeldes decidiram comparecer ao encontro, apesar das condições adversas geradas pelas recentes ações do governo.

"Quero assinalar que os governadores (rebeldes) jamais renunciaram ao diálogo, e apesar das recentes prisões (de dirigentes cívicos), vamos comparecer, no domingo, à reunião com o presidente, como sinal de boa vontade e para discutir o futuro das negociações".

Os governadores da oposição tinham decidido, na semana passada, suspender sua participação nas duas mesas técnicas das negociações, após a prisão de um líder cívico.

O dirigente cívico do Chaco boliviano José Vaca foi detido sob a acusação de incentivar a explosão de um duto de exportação de gás para o Brasil, há três semanas, durante os protestos regionais contra Morales.

Vaca foi preso pela polícia no povoado de Villamontes, 1.200 km a sudeste de La Paz, e "o que ocorreu não é algo próprio à atitude de diálogo", disse Cossío, que exigiu de Morales o "respeito às garantias constitucionais e legais do cidadão, com o devido processo judicial".

Morales advertiu nesta sexta que o domingo é a data limite para um acordo de pacificação do país. As discussões em Cochabamba foram iniciadas há três semanas, após uma onda de protestos violentos que deixaram 19 mortos.

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