Governadores dizem que não houve avanços em reunião com Morales

La Paz, 13 mai (EFE).- Os governadores que participaram da reunião convocada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, para tratar da crise política no país, disseram hoje que não houve avanços, mas que o encontro representou um bom começo.

EFE |

"Não foi como queríamos. Eu tinha muito mais expectativas, mas não deixa de ser uma boa reunião", disse à rede de televisão "PAT" o governador do departamento de La Paz, José Luis Paredes.

Já o governador de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, declarou aos jornalistas que houve acordos com o Governo de Morales em temas periféricos, mas afirmou que "falar sobre avanços seria uma mentira".

A reunião com Morales em La Paz, da qual também participaram os governadores de Oruro, Potosí e Chuquisaca, se estendeu até a meia-noite.

O encontro, ao qual estavam presentes observadores dos Governos de Brasil, Argentina e Colômbia, assim como da Organização dos Estados Americanos (OEA), foi marcado pela ausência de quatro governadores oposicionistas, dos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.

O ministro da Presidência Juan Ramón Quintana explicou aos jornalistas que o Governo ofereceu um impulso às autonomias regionais, desde que se submetam à Constituição e a uma lei específica sobre o tema, no marco de um "grande acordo nacional".

O Executivo também está aberto a realizar um referendo do projeto constitucional sobre os assuntos em que não há consenso com os governadores, e a modificar o sistema de distribuição das rendas petrolíferas regionais, disse Quintana.

O secretário de Autonomia do Governo de Santa Cruz, Gabriel Dabdoub, declarou hoje que o tema central do diálogo com Morales deve ser o projeto da nova Carta Magna, que o chefe de Estado apóia, e a oposição afirma ter sido aprovado irregularmente pela Assembléia Constituinte.

Enquanto isso, Paredes se mostrou otimista quanto às possibilidades de "compatibilizar" esse projeto com os estatutos de autonomia de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.

"Morales foi muito sincero, e disse que buscará essa compatibilização", afirmou o governador de Oruro, o governista Alberto Luis Aguilar.

Por sua vez, Reyes Villa foi além, e disse que a solução para a crise residia na convocação de uma nova Constituinte.

O governador de Oruro também defendeu a realização de eleições gerais, em lugar do referendo previsto para ratificar o mandato do presidente, do vice-presidente, Álvaro García Linera, e dos governadores, que será realizado em 10 de agosto. EFE mb/wr/gs

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