Governadores bolivianos aceitam dialogar com Morales em La Paz

La Paz, 13 ago (EFE).- Os governadores dos departamentos (estados) bolivianos aceitaram hoje dialogar com o presidente do país, Evo Morales, e até se dispuseram a ir a La Paz para uma primeira reunião, informou hoje à Agência Efe uma fonte do Governo de Santa Cruz, liderado por Rubén Costas.

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A posição dos opositores foi expressada nesta quarta-feira em um comunicado lido em Santa Cruz pelo governador de Pando, Leopoldo Fernández, após uma reunião da qual também participaram seus colegas de Tarija, Mario Cossío; Beni, Ernesto Suárez; e Chuquisaca, Savina Cuéllar.

Segundo a fonte ouvida pela Efe, um representante de Santa Cruz e os governadores de Pando, Tarija, Beni e Chuquisaca estão dispostos a ir para La Paz hoje, assim que o Governo confirmar a hora reunião Costas, um dos mais ferrenhos opositores a Morales, não poderá viajar a La Paz porque hoje completa sete dias de greve de fome, mas enviará uma delegação ao encontro, conforme indicou a fonte.

A decisão foi adotada hoje em Santa Cruz no marco do chamado Conselho Nacional Democrático (Conalde), que reúne governadores regionais e líderes cívicos das regiões opositoras.

Costas, Cossío, Suárez e Fernández são aliados em sua reivindicação de um regime autônomo para suas regiões e foram ratificados no referendo revogatório no domingo passado.

A decisão dos governadores regionais de viajar a La Paz acontece depois de o presidente Morales ter anunciado hoje que cinco de seus ministros irão a Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca para fixar uma agenda de diálogo com os governadores.

Morales convocou ontem esses governadores a se reunirem hoje em La Paz, mas com pleno conhecimento de que em Santa Cruz o Conalde tinha previsto um encontro nesta mesma hora.

As tentativas de diálogo para solucionar a crise política da Bolívia acontecem depois que Morales foi ratificado para completar seu mandato no referendo de domingo passado, da mesma forma que seus principais rivais nos quatro departamentos citados. EFE ja/rr

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