La Paz, 3 jul (EFE).- Até tomar posse, a governadora eleita do departamento boliviano de Chuiquisaca (sul) e opositora a Evo Morales, Savina Cuéllar, não se reunirá com o presidente da Bolívia, que a convidou para um encontro hoje.

Cuéllar, que estará à frente de um governo importante na luta entre Morales e seus opositores, foi convidada pelo líder esquerdista a debater sobre o desenvolvimento da região.

"Respondemos ao presidente agradecendo ao convite, mas indicando que antes de qualquer reunião privada ou pública a governadora deve tomar posse", informou à Agência Efe o chefe de campanha de Cuéllar, Edgar Arroyo.

O assessor da indígena quíchua, que ganhou as eleições do domingo passado com o 51,5% dos votos, disse que quando estiver no governo, "a governadora estará de acordo com qualquer diálogo".

Cuéllar, de 45 anos, ganhou o Governo em representação das instituições regionais cívicas, opositoras e autonomista de Chuquisaca, cuja capital é Sucre.

Essas organizações lideraram vários protestos contra Morales e seus ministros, a ponto de impedir sua presença em Sucre para cumprir com sua agenda política.

Chuquisaca realizou no domingo eleições departamentais antecipadas para escolher o seu novo governador, depois que o governista David Sánchez, renunciou ao cargo e fugiu do país em novembro do ano passado.

Sánchez se refugiou no Peru após os violentos protestos ocorridos em Sucre contra a Assembléia Constituinte que deixaram três mortos e cerca de trezentos feridos.

Cuéllar também recebeu um convite para se reunir com os governadores regionais opositores a Morales, agrupados no chamado Conselho Nacional Democrático (Conalde).

Arroyo também confirmou que Cuéllar não irá à reunião do Conalde, prevista para sexta-feira, pelo mesmo motivo alegado para não se encontrar ainda com Morales.

O partido do presidente, o Movimento para o Socialismo (MAS), criticou em comunicado a rejeição da governadora eleita ao convite presidencial.

Segundo o MAS, a atitude de Cuéllar demonstra que ela é uma "figura decorativa sem voz nem comando, pois suas decisões estão subordinadas" às autoridades cívicas de Chuquisaca. EFE rs/ab/plc

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