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Governador dos EUA desaparecido estava na Argentina

Por Matthew Bigg ATLANTA (Reuters) - O governador da Carolina do Sul, Mark Sanford, retornou aos Estados Unidos nesta quarta-feira depois de uma viagem particular secreta à Argentina, pondo fim a dias de especulações sobre seu paradeiro e colocando em dúvida suas aspirações políticas.

Reuters |

Sanford é presidente da Associação de Governadores Republicanos e vem sendo aventado como potencial candidato republicano na eleição presidencial norte-americana de 2012.

Analistas dizem que sua viagem secreta à América do Sul pode prejudicar sua carreira política, se ele tiver aspirações presidenciais.

Quando a imprensa noticiou que o paradeiro de Sanford era desconhecido desde a quinta-feira passada e quem nem mesmo sua mulher sabia onde ele estava, seus assessores disseram que ele estava caminhando na Trilha dos Apalaches, no leste dos EUA, para descansar depois de uma sessão difícil no Legislativo estadual.

Durante sua ausência, alguns políticos da Carolina do Sul o acusaram de abdicar da responsabilidade pelos assuntos do Estado, por ter partido sem informar para onde ia e por ter ficado fora de contato.

Sanford desembarcou em Atlanta na manhã de quarta-feira e disse a repórteres do The State, o maior jornal da Carolina do Sul, que decidira de última hora viajar à Argentina e percorrer o litoral desse país de carro.

"Eu queria fazer algo exótico -- sair da bolha na qual vivo", disse ele ao jornal, acrescentando que viajou sozinho.

Sanford chamou a atenção este ano ao opor-se ao pacote de estímulo fiscal do presidente Barack Obama e rejeitar os 700 milhões de dólares aos quais a Carolina do Sul teria direito no pacote, argumentando que a lei era insensata e prejudicaria a estabilidade fiscal do Estado.

A Suprema Corte do Estado decidiu este mês que a verba federal deve ser aceita.

O interesse pela ausência misteriosa de Sanford vai desaparecer no curto prazo, mas pode prejudicá-lo se ele quiser concorrer à presidência, disse Robert Oldendick, professor de ciência política na Universidade da Carolina do Sul.

"Ele ganhou publicidade como porta-voz dos conservadores, ideologicamente motivado a resistir ao dinheiro do pacote de estímulo por estar de olho na presidência em 2012", disse Oldendick.

"Se ele desapareceu sem informar sua equipe ou sua família, isso suscita a pergunta 'será que esse é o tipo de pessoa que queremos que seja responsável por armas nucleares ou em situações de crise?'".

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