Governador do Novo México reforça artilharia contra republicanos em convenção

Denver (EUA), 28 ago (EFE).- O governador do Novo México, Bill Richardson, pediu hoje aos americanos que votem no candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, nas eleições de novembro, porque, segundo disse, o país precisa e uma mudança após oito anos de Governo republicano.

EFE |

Com palavras que inflamaram o público, Richardson lançou duras críticas ao senador republicano John McCain, quem será o adversário de Obama no pleito presidencial.

O governado do Novo México disse ainda que respeita o serviço militar prestado por McCain ao país, mas destacou que "essa não é uma razão para os americanos o elegerem presidente".

O ex-secretário de Energia no Governo de Bill Clinton lembrou o apoio de McCain à guerra no Iraque, seu apoio aos interesses petroleiros e sua oposição ao desenvolvimento de fontes renováveis como uma solução para a crise energética do país.

Richardson também disse que o país enfrenta uma decisão simples nessas eleições: "Queremos mais do mesmo... ou queremos a mudança?".

"Os Estados Unidos estão prontos para a mudança, mas McCain está pronto para mudar de opinião", acrescentou.

O governador, que também foi representante dos EUA nas Nações Unidas, afirmou que Obama e seu companheiro de chapa, o candidato à Vice-Presidência Joseph Biden, têm uma política correta contra o terrorismo.

"Ela deve estar focalizada no Paquistão e no Afeganistão, e não no Iraque", declarou, ao fazer referência à guerra lançada pelo Governo do presidente George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Segundo disse, o futuro presidente dos EUA terá de fortalecer as relações com o México e a América Latina, pôr fim ao genocídio em Darfur e liderar os esforços internacionais para deter o aquecimento global.

O próximo presidente terá que dar "um exemplo de liderança moral acatando a Constituição, fechando Guantánamo e pondo fim à tortura".

E, falando em espanhol aos presentes, Richardson prometeu que os americanos "vão ter um presidente que prestará atenção à América Latina e ao México".

O escritório de campanha de McCain reagiu imediatamente a essa promessa, lembrando que Obama nunca visitou o México ou a América Latina.

"Como podemos confiar em um candidato à Presidência que diz se preocupar com a América Latina mas é contra os tratados de livre-comércio com nossos aliados e quer se sentar para conversar, incondicionalmente, com ditadores como (Fidel) Castro e (Hugo) Chávez?", questionou Hessy Fernández, porta-voz de McCain. EFE ojl/sc

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