Governador de Wyoming anuncia apoio a Obama

O senador Barack Obama, pré-candidato democrata à Casa Branca, recebeu hoje apoio de duas importantes figuras do partido: Dave Freudenthal, governador de Wyoming, e Lee Hamilton, um ex-deputado de Indiana. Freudenthal, que até então se mantinha neutro na disputa, foi procurador-geral de Wyoming, indicado por Bill Clinton, e era considerado uma político ligado ao ex-presidente.

Agência Estado |

Hamilton, apesar de não ser um superdelegado, também foi considerado um apoio de peso. Ele é tido como uma das maiores autoridades do país em política externa e segurança nacional. O ex-deputado foi um dos líderes das comissões que investigaram os ataques de 11 de setembro e chegou a aconselhar o atual presidente George W. Bush sobre a guerra do Iraque. De acordo com analistas, ele daria mais credibilidade à política externa de Obama e aumentaria suas chances de vitória no Estado de Indiana, que realiza suas prévias no dia 6 de maio.

Em campanha hoje na Pensilvânia, onde boa parte dos eleitores é de operários e trabalhadores sindicalizados, Obama se colocou contra os tratados de livre-comércio dos Estados Unidos com Coréia do Sul e Colômbia e criticou o Nafta, acordo de livre-comércio dos EUA com Canadá e México. Também de olho nos eleitores da Pensilvânia, a senadora Hillary Clinton prometeu um pacote de US$ 7 bilhões para a criação de empregos e disse que sempre se opôs ao Nafta. "Sempre achei que o acordo não daria certo", disse a senadora. Contudo, semana passada o Arquivo Nacional divulgou uma lista de compromissos de Hillary durante a presidência do marido, Bill Clinton. A agenda da então primeira-dama mostra que ela organizou cinco reuniões para aprovação do Nafta, em 1993.

O apoio de importantes superdelegados a Obama e os deslizes de Hillary já se refletem nas pesquisas de intenção de voto na Pensilvânia. Hoje, uma sondagem divulgada pelo instituto Public Policy Polling colocou Obama, pela primeira vez, à frente de Hillary no Estado: 45% a 43%. Há duas semanas, a vantagem da senadora, de acordo com o mesmo instituto, era de 26 pontos porcentuais (56% a 30%).

Obama afirmou hoje que convidaria o ex-vice-presidente Al Gore para integrar seu gabinete. "Gore é alguém que eu consulto regularmente", disse o senador. "É claro que eu o convidaria", afirmou, respondendo à pergunta de uma eleitora em Wallingford, na Pensilvânia. O ex-vice-presidente, no entanto, não anunciou apoio a nenhum candidato.

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