Governador de Illinois se diz inocente e não renuncia

Por Michael Conlon e Karen Pierog CHICAGO (Reuters) - O governador de Illinois, Rod Blagojevich, disse na sexta-feira que não fez nada de errado e não vai renunciar, apesar de estar sendo acusado, entre outras coisas, de tentar vender a vaga no Senado que pertenceu ao presidente eleito Barack Obama.

Reuters |

"Não sou culpado de qualquer ilícito penal", disse Blagojevich nas suas primeiras declarações aos jornalistas desde que foi detido, na semana passada, e libertado horas depois. "Pretendo permanecer no cargo. Vou lutar, vou lutar, vou lutar."

"Não vou deixar um cargo para o qual o povo me contratou por causa de acusações falsas e de um linchamento político", disse o governador democrata, que cumpre o seu segundo mandato. "Estou morrendo de vontade de responder a essas acusações (...) no fórum apropriado -- uma corte da lei", disse.

Nesta semana, o advogado do governador disse que, diante da polêmica, ele não cumprirá a prerrogativa legal de indicar um ocupante para a vaga deixada em aberto com a eleição de Barack Obama para a Casa Branca.

Os democratas, que controlam o Legislativo estadual, poderiam ter convocado uma eleição suplementar, mas em vez disso iniciaram um processo de impeachment contra Blagojevich, que pode levar semanas ou meses.

Por isso, a vaga que foi de Obama ficaria vazia no início da próxima legislatura, em janeiro. Os democratas atualmente controlam 57 das 100 vagas do Senado, e ainda podem conquistar mais uma, em Minnesota, dependendo de uma recontagem.

Blagojevich, 52 anos, tem sido pressionado a renunciar, inclusive por Obama. Ele não foi indiciado judicialmente, mas, junto com seu chefe- de-gabinete John Harris, foi citado como suspeito de fraude postal e eletrônica e de solicitação para suborno.

Em uma entrevista posterior, Sam Adam Jr., advogado do governador, admitiu a hipótese de que ele se licencie do cargo e permita que seu vice, também democrata, faça a indicação para o Senado.

"Se não funcionar, se for duro demais, se o povo de Illinois sofrer, ele vai se afastar", disse Adam, afirmando estar transmitindo o que o governador lhe disse. "Eu lhes direi quando a gente souber que foi longe demais e que ele precisa se afastar. Será quando nada mais puder ser feito pelos que precisam."

(Reportagem de Michael Conlon e Karen Pierog)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG