Governador de Illinois descarta pedido de renúncia

WASHINGTON - Rod Blagojevich, governador do Estado americano de Illinois, acusado de, entre outros crimes, tentar vender a vaga no Senado do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira ser inocente e descartou um pedido de renúncia. Esta foi a primeira vez que Blagojevich, que foi preso no último dia 9 de dezembro e libertado após pagamento de fiança, falou publicamente sobre as acusações.

BBC Brasil |

"Eu não sou culpado de nenhuma conduta ilegal. Pretendo continuar no cargo. Eu lutarei e lutarei até meu último fôlego contra as falsas acusações", disse, afirmando que as denúncias têm fundo político.

O governador ainda afirmou que pretende se defender das acusações perante um tribunal.

"Há muitas forças poderosas contra mim. Estou sozinho agora, mas tenho ao meu lado o aliado mais poderoso, a verdade."

Acusações

Blagojevich é acusado de diversos crimes de corrupção, entre eles o pedido de propina. Seu chefe de gabinete, John Harris, também foi detido.

Segundo o FBI (a polícia federal americana), conversas telefônicas interceptadas por agentes federais revelam que o governador estava tentando vender ou trocar o assento deixado vago por Obama no Senado em troca de benefício próprio.

Como governador, Blagojevich tem a autoridade para escolher o substituto de Obama, que representará o Estado no Senado.

Os investigadores do FBI afirmam que as conversas interceptadas revelaram que um homem interessado na vaga teria oferecido dinheiro para campanha ao governador.

Obama

Dias depois da revelação do escândalo, Obama disse ter ficado "entristecido" com o caso e afirmou que não teve nenhum contato com Blagojevich a respeito da vaga no Senado.

Ele ainda pediu a renúncia do governador.

Um porta-voz disse que Obama gostaria que fosse realizada uma eleição especial em Illinois para preencher a vaga.

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