Washington, 10 jun (EFE) - A execução de Percy Walton, condenado pelo assassinato de três pessoas em 1996, foi anulada hoje pelo governador da Virgínia, Timothy Kaine, que comutou a pena em prisão perpétua sem condicional. Kaine comutou a execução, prevista para esta noite no Centro Correcional Greensville em Jarratt, alegando que não é possível concluir razoavelmente que Walton tenha plena consciência do castigo que está a ponto de receber e de quais são as razões para essa pena. O governador acrescentou que o pedido de clemência a favor de Walton apresentou provas significativas de que Walton sofre de esquizofrenia, que tal doença mental causa uma deterioração grave da capacidade mental, e que o estado mental de Walton piorou desde 2003. Durante duas semanas, em novembro de 1996, Walton assassinou Jessie e Elizabeth Kendrick, um casal de idosos na localidade de Danville, e Archie Moore, que morava na região. Kaine explicou que, após dois anos de exames e observação, chegou à conclusão de que Walton difere em formas fundamentais dos outros condenados à morte. Na longa declaração do governador indica-se que Walton, de 30 anos, vive em um estado de isolamento auto-imposto que inclui virtualmente nenhum interesse em receber ou entender informação. Apesar de não ser um deficiente mental no momento em que cometeu seus crimes, há indícios firmes de que sua doença mental começou antes dos assassinatos, acrescentou o governador, que também fez m...

Desde que assumiu o Governo do estado, em janeiro de 2006, Kaine permitiu cinco execuções e atrasou uma.

O estado da Virgínia executou 99 pessoas desde que a Corte Suprema de Justiça dos Estados Unidos restabeleceu a pena de morte, em 1976.

Virgínia está atrás do Texas na lista dos estados com maior número de execuções.

Nos EUA foram executadas 1.102 pessoas desde 1976 e outras 3.263 aguardam no corredor da morte pela aplicação de sua sentença. EFE jab/db

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