Gordon Brown tenta elevar ânimo de seu partido no Congresso Trabalhista

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown tentou neste domingo dar ânimo aos trabalhistas, desmoralizados pelas pesquisas, durante a abertura de seu congresso anual em Brighton (sul), o último antes das eleições legislativas.

AFP |

O futuro pertence a um Partido Trabalhista com ideias "progressistas" e não a um Partido Conservador (tories) guiado pela ideologia antiquada do "livre mercado", afirmou Brown, anunciando que apresentará ao Parlamento durante as próximas semanas um projeto de lei que limita as remunerações e os bônus dos banqueiros.

Os trabalhistas participam deste congresso desmoralizados pelas pesquisas que preveem sua derrota nas próximas legislativas, previstas para maio de 2010. No poder desde 1997, o Partido Trabalhista parece condenado a deixar o poder para os conservadores do jovem David Cameron.

O governo é criticado por sua forma de administrar a crise financeira e econômica que atinge o Reino Unido, com um índice de desemprego de 7,8%, o maior desde novembro de 1996. Está enfraquecido também pelo escândalo dos gastos abusivos dos deputados e acusado de não dar apoio suficiente às tropas britânicas no Afeganistão.

"Aceito que as opiniões (das pessoas) estão em suspenso", declarou Brown à BBC. Mas, quando o crescimento voltar, os britânicos verão que o futuro só pode ser "progressista", previu.

Um projeto de lei que proíbe "o velho sistema de bônus" será incluído no discurso do trono com o qual a Rainha abrirá a nova sessão parlamentar de 18 de novembro, anunciou.

"Basta. Não vou ficar aqui e permitir que as pessoas voltem a ter (...) os maus costumes de antes", lançou.

A futura lei permitirá à autoridade dos mercados financeiros (FSA) punir os bancos que não se submeterem a "um tratamento justo dos bônus e das remunerações".

Brown fará um discurso na terça-feira no Congresso que abrirá a campanha para as legislativas.

O trabalhismo perdeu "a vontade de viver", constatou no Observer o ministro das Finanças Alistair Darling. "A eleição não está ganha, nem para nós, nem para os tories", afirmou seu colega do Comércio, Peter Mandelson.

Duas novas pesquisas confirmam neste domingo a vantagem dos conservadores. Uma, do instituto ICM, aponta 26% das intenções de voto para os trabalhistas contra 40% para os tories; a outra, do BPIX, atribui a ambos, respectivamente, 25% e 40%.

cyb/dm

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