Gordon Brown realiza viagem pelo Oriente Médio para falar de paz e economia

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown iniciou este domingo uma visita de dois dias a Israel e à Cisjordânia, sua primeira desde que sucedeu Tony Blair em junho de 2007 como chefe de governo.

AFP |

Brown, que chegou no sábado à noite a Israel, se reunirá com o presidente palestino Mahmud Abbas e com o primeiro-ministro Salam Fayyad em Belém, e depois com o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert em Jerusalém.

Na agenda de seus encontros estão as negociações de paz e desenvolvimento econômico nos territórios palestinos.

Neste domingo, Brown visitou o Memorial da Shoah de Yad Vashem em Jerusalém, como é de hábito entre os visitantes.

"Nada prepara para a história descrita aqui, para as atrocidades que não devem ocorrer nunca e para a verdade que todo amante da humanidade deveria conhecer", escreveu Brown no livro de visitas do memorial.

O primeiro-ministro se reuniu em seguida com o presidente israelense Shimon Peres.

Brown pediu em Jerusalém a libertação imediata de um grupo de britânicos mantidos como reféns no Iraque, após a divulgação de um vídeo no qual se afirma que um deles se suicidou.

"Peço aos seqüestradores que libertem imediatamente essas pessoas", afirmou Brown a jornalistas.

Brown discutirá com Olmert e Abbas "a respeito dos meios para se avançar no processo de paz, na reconstrução e no desenvolvimento econômico" nos territórios palestinos, indicou o porta-voz de Brown, Michael Ellam.

Ministro das Finanças de Blair durante 10 anos antes de ocupar a casa número 10 de Downing Street, Brown aproveitará esta visita para promover investimentos nos territórios.

Já os israelenses tentarão encontrar nele alguém sensível as suas preocupações em torno do programa nuclear iraniano, considerado por Israel uma ameaça maior.

Em setembro Brown foi o arquiteto de um "mapa do caminho econômico" para atingir a paz no Oriente Médio, e considera que um forte crescimento econômico na Cisjordânia assim como na Faixa de Gaza (sob controle do movimento islâmico Hamas) é indispensável para se chegar à paz.

O relatório identificou vários campos de ação: redução dos gastos públicos, estabilidade entre as economias palestina e israelense, instauração de um equilíbrio entre a segurança de Israel e a liberdade de circulação dos palestinos, assim como a diversificação da economia palestina.

Em dezembro, durante uma reunião internacional realizada em Paris, a comunidade internacional prometeu aos palestinos uma ajuda de 7,4 bilhões de dólares.

Brown fez no sábado uma visita surpresa a Bagdá na qual anunciou que o contingente britânico no Iraque será reduzido, mas sem fixar um "calendário artificial" de retirada.

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