A uma semana da Cúpula do G20 de Londres, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu nesta terça-feira mais regulamentação do sistema bancário mundial.

"Nossas regulações devem ser aplicadas a cada banco, em todas as partes, em todo momento, sem descartar nenhum banco, e sem esconderijos em nenhum lugar do mundo para aqueles que se negam a pagar sua parte", disse em sua primeira intervenção no Parlamento Europeu desde que chegou à chefia do governo em junho de 2007.

"A autorregulação não é suficiente, temos que coordenar normas internacionais sobre transparência, publicação de informações e também sobre remunerações dos executivos", acrescentou o líder britânico.

Brown, anfitrião da cúpula do G20 em Londres, pediu à União Europeia (UE) que assuma a liderança na reforma do sistema financeiro internacional, considerando que a história da construção europeia faz do bloco "o mais bem situado para guiar o mundo na resposta aos desafios enormes e completamente novos da globalização".

Além disso, pediu maior cooperação com os Estados Unidos porque "nunca nestes últimos anos tivemos uma administração americana tão desejosa de trabalhar com a Europa".

Com a passagem por Estrasburgo, Brown inicia uma rodada de consultas prévias ao G20 que o levará, sem seguida, a Nova York, Brasil e Chile, onde assistirá, em 28 de março, à cúpula de líderes progressistas.

Nesse encontro participarão os presidentes brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a chilena Michelle Bachelet, o uruguaio Tabaré Vázquez; a argentina, Cristina Kirchhner; assim como os chefes de governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, e da Noruega, Jens Stoltenberg.

O porta-voz de Brown destacou que o papel dos países da América Latina na solução da crise mundial é crucial, já que são parte do debate sobre como tratar as crescentes dificuldades da economia internacional.

Brown espera que a cúpula de 2 de abril em Londres, durante a primeira viagem à Europa do presidente americano Barack Obama, desemboque em um "grande acordo" que ajude a resolver a crise econômica mundial.

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