Gordon Brown não pede perdão por crise econômica

Londres, 4 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, resiste a se desculpar abertamente por sua eventual contribuição como ministro de Finanças, durante dez anos, à crise da economia britânica, que atribui a um fenômeno global.

EFE |

Entrevistado pela "BBC" durante sua atual visita a Washington, Brown limitou-se a dizer que "a humildade" e a "responsabilidade coletiva" são sempre necessárias.

"A ideia de que é um problema britânico, de que é culpa do Governo britânico" é um erro, disse Brown, argumentando que "o que ocorreu é que, no mundo todo, como qualquer um pode compreender, o sistema global financeiro se deteriorou".

Como assinala hoje o jornal Financial Times" em um editorial sobre a visita de Brown a Washington, a popularidade de Obama se baseia no fato de que seus compatriotas não o culpam pela crise econômica, atribuindo a responsabilidade a seu antecessor, George W.

Bush.

No entanto, como lembra o jornal, Brown foi ministro das Finanças do Reino Unido durante os anos de Presidência de Bush e "está envolvido no 'embrulho' financeiro" denunciado por Obama. EFE jr/jp

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