Gordon Bronw nega que tenha havido conspiração no caso Megrahi

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown negou nesta quarta que tenha havido conspiração ou duplicidade na libertação de Abdelbaset Ali Mohamed al Megrahi, o líbio condenado pelo atentado de Lockerbie em 1988.

AFP |

"Não houve conspiração, nem encobrimento, nem duplicidade ou acordo sobre petróleo, nem tentativa de influenciar os ministros escoceses", declarou Brown em uma coletiva na cidade inglesa de Birmingham.

Megrahi foi condenado em 2001 à prisão perpétua pela explosão de um avião da companhia americana PanAm sobre a cidade escocesa de Lockerbie. A libertação pela Escócia em 20 de agosto provocou grande polêmica, sobretudo nos Estados Unidos, país de origem da maioría das 270 vítimas

Segundo documentos divulgados na terça-feira, um dirigente do governo britânico, Bill Rammell, que era então secretário de Estado de Relações Exteriores, informou às autoridades líbias que o primeiro-ministro Gordon Brown não desejava ver morrer na prisão o único condenado pelo atentado de Lockerbie.

Ex-ministro das Relações Exteriores, Rammell teria falado sobre a questão durante uma visita a Trípoli em fevereiro deste ano, segundo o ministro líbio para a Europa, Abdulati Alobidi.

Uma menção desta conversa aparece na documentação divulgada para tentar desestimular a polêmica pela decisão da justiça escocesa de libertar Abdelbaset Ali Mohamed al Megrahi e depois das acusações do jornal Sunday Times segundo as quais Londres teria obtido vultosos contratos petrolíferos em troca da libertação do condenado.

A Escócia libertou Megrahi alegando motivos médicos no dia 20 de agosto, provocando grande polêmica e as críticas dos familiares das vítimas do atentado, em maioria americanos, e da própria Casa Branca.

O ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband, por sua vez, admitiu que o governo da Grã-Bretanha não queria que Megrahi morresse na prisão.

"Não queríamos que morresse na prisão", respondeu o chefe da diplomacia britânica ao ser questionado pela BBC sobre as declarações de Bill Rammell.

Miliband afirmou no entanto que o governo britânico não exerceu pressão sobre o governo autônomo escocês para libertar Megrahi.

"A libertação de Megrahi não era competência do governo britânico", recordou.

O ministro também rebateu as acusações do jornal Sunday Times de que Londres aceitou incluir o líbio em um acordo de transferência de presos com Trípoli em troca de um contrato potencialmente milionário entre a companhia britânica BP e a Líbia.

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