Gorbachev descarta possibilidade de uma nova guerra mundial

Moscou, 8 mai (EFE).- O último dirigente soviético, Mikhail Gorbachev, se mostrou convencido, em entrevista divulgada hoje, que nas condições atuais é impossível que se desencadeie um conflito bélico como o da Segunda Guerra Mundial.

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Moscou, 8 mai (EFE).- O último dirigente soviético, Mikhail Gorbachev, se mostrou convencido, em entrevista divulgada hoje, que nas condições atuais é impossível que se desencadeie um conflito bélico como o da Segunda Guerra Mundial. "Evidentemente surgem conflitos quando há tantas armas, tantos soldados e tantos problemas para resolver. Mas não acredito que tenhamos motivos para afirmar que possa ocorrer uma nova guerra mundial", disse, por ocasião da comemoração da vitória sobre a Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Gorbachev acrescentou à agência oficial "Itar-Tass" que "a Guerra Fria acabou, continua o processo de desarmamento e agora o único problema é encontrar métodos adequados de vida neste mundo global, sobretudo com relação à segurança". Neste sentido, avaliou os esforços dos dirigentes do país e ressaltou que o presidente russo, Dmitri Medvedev, propôs em mais de uma ocasião a criação de um novo sistema de segurança europeu. "Apoio sua opinião no relativo à criação de um sistema de segurança na Europa, que repete com tanta insistência. Penso que é correto, que tem razão", disse. A Praça Vermelha de Moscou acolherá amanhã o Dia da Vitória, uma grande parada militar na qual desfilarão pela primeira vez soldados dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Polônia. Entre os cerca de 40 líderes estrangeiros que assistirão ao desfile figuram a chanceler alemã, Angela Merkel, o chefe do Estado francês, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, o presidente israelense, Shimon Peres, e o dirigente chinês, Hu Jintao. Em uma entrevista ao jornal "Izvestia" publicada na sexta-feira, o presidente russo alertou sobre a possibilidade de um conflito militar comparável à Segunda Guerra Mundial. "Infelizmente, um conflito assim é possível, e isso se deve ao fato de existirem países com interesses muito diferentes. No planeta há uma enorme quantidade de armas, há gente que até hoje contempla a guerra como uma via para solucionar seus problemas políticos. Finalmente, também existem fatores acidentais", declarou. EFE egw/dm

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