Google e Apple são investigados em caso de formação de monopólio

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) está investigando as ligações entre as diretorias da Apple e do Google, segundo uma reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal americano The New York Times. Segundo o jornal, um inquérito foi aberto para apurar se as gigantes de informática estariam infringindo leis antitruste.

BBC Brasil |

De acordo com o NYTimes, o diretor da Google Eric Schmidt e o ex-diretor da Genentech Arthur Levinson estariam participando das diretorias de ambas as companhias, o que é proibido pelo Ato Clayton Antitruste, de 1941, segundo o qual um executivo não pode ser diretor de duas firmas rivais ao mesmo tempo se isso reduz a competição entre elas.

Tanto a Apple quanto o Google oferecem serviços como navegadores de internet e sistemas de operação telefônica.

No entanto, as empresas trabalharam juntas recentemente para criar versões de alguns dos serviços do Google, como Gmail e Google Maps para o iPhone, da Apple.

O Google, a Apple e a FTC não quiseram fazer declarações sobre a reportagem do NYTimes.

Na semana passada, Eric Schmidt foi apontado como um dos 20 conselheiros na área de ciência e tecnologia do presidente americano Barack Obama, um grupo que vai auxiliar na formulação de políticas para um leque de áreas "em que a importância da ciência, tecnologia e inovações são chave para o fortalecimento da economia".

Solução

Especialistas da área jurídica disseram ao jornal que é improvável que a investigação siga em frente, em parte porque é difícil provar como a presença dos diretores nas duas empresas poderia estar prejudicando os negócios.

Uma solução simples, sugeriram os especialistas, seria que os diretores renunciassem ao cargo em uma das companhias.

Esta é a segunda vez que o Google está sendo investigado por suspeita de quebra da lei anti-monopólio nos últimos dias.

Na semana passada o Departamento de Justiça americano deu início a uma investigação para apurar o contrato de US$ 125 milhões com autores e editoras para digitalizar milhões de livros para que fiquem disponíveis online.

Christine Varney, assistente da procuradoria-geral da divisão de antitruste do Departamento de Justiça disse estar preocupada com o poder do Google, principalmente na área de publicidade online.

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