Os militares golpistas da Guiné ordenaram que todos os oficiais do Exército e os membros do governo se apresentem a um quartel nas próximas 24 horas, advertindo que após o prazo acontecerá uma grande operação em todo o país.

Em um comunicado lido na rádio e televisão estatal, o Comitê Nacional pela Democracia e o Desenvolvimento (CNDD, junta militar), liderado pelo capitão Moussa Dadis Camara, pede às pessoas apontadas que sigam para o quartel Alpha Yaya Diallo (de Conacri) nas próximas 24 horas.

"Passado este prazo, acontecerá uma operação em todo o território nacional", anuncia o comitê de 32 golpistas, que tem 26 militares - incluindo um general e nove coronéis ou tenente-coronéis - e seis civis.

O capitão Musa Dadis Camara, líder visível do golpe de Estado aplicado na Guiné depois da morte do "presidente-general" Lansana Conté, afirmou na quarta-feira à imprensa que era o "novo presidente da República.

"Estou convencido de que sou o presidente da República, o presidente do Conselho Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento (CNDD)", declarou o capitão Camara em sua primeira entrevista coletiva.

"O grande apoio que recebi, do âmbito militar ao Palácio Presidencial, fala por si só", destacou o capitão do campo Alfa Yaya de Conacri, a maior instalação militar do país.

Horas antes, centenas de civis saíram às ruas de Conacri para saudar os militares, ao gritos de "Viva o novo chefe", "Viva a nova Guiné".

Perguntado sobre o destino do antigo gabinete guineano, Camara declarou: "até o momento, não sei da prisão de qualquer membro do governo". "Os soldados foram (buscá-los), mas ninguém estava em casa", explicou o capitão.

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