Golpistas da Guiné se reúnem com a comunidade internacional

Os militares que tomaram o poder na terça-feira passada na Guiné programaram para este sábado um série de reuniões com interlocutores nacionais e internacionais, com o objetivo de tentar convencer a todos de suas boas intenções.

AFP |

A junta liderada pelo capitão Moussa Dadis Camará convocou "reuniões de informação" para a maior base militar de Conacri, poucos dias depois do golpe de Estado.

Ele deve se encontrar com representantes da sociedade civil, de partidos políticos, de confissões religiosas e de centrais sindicais na base Alfa Yaya Dialo, onde recebeu na quinta-feira membros do governo deposto.

Também se reunirá com representantes da Comunidade de Estados da África do Oeste (CEDEAO), da União Africana (UA), da União Européia (UE), da ONU e com os embaixadores dos países do G8.

Apesar do golpe ter sido condenado pela comunidade internacional, na sexta-feira os militares receberam o apoio do presidente senegalês, Abdulaye Wade, de 82 anos.

Para o chefe de Estado de Senegal, os militares tomaram o poder "para evitar ajustes de contas, evitar uma caça às bruxas e proteger a família do falecido presidente-general Lansana Conté", que passou 24 anos no poder com mão-de-ferro.

Os golpistas prometeram convocar eleições no fim de 2010, mas a proposta não evitou as críticas da França, antiga colônia, dos Estados Unidos e da União Européia.

Na sexta-feira, mais de 30.000 pessoas se reuniram em Conacri para o funeral do presidente Conté.

No entanto, a junta militar já conseguiu, em menos de uma semana, vários apoios, mais ou menos explícitos, de partidos e sindicatos.

lbx/fp

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