Washington, 29 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, definiu hoje o golpe militar em Honduras como ilegal, em sua reunião com o líder colombiano, Álvaro Uribe.

Os dois líderes se reuniram hoje durante mais de uma hora no Salão Oval, primeiro a sós e depois junto a suas equipes de assessores.

No encontro, além da situação em Honduras, abordaram assuntos como o Tratado de Livre-Comércio (TLC) entre seus países, que espera a ratificação no Congresso dos EUA e a luta contra o narcotráfico.

No final da reunião, os líderes se mostraram muito firmes na condenação do golpe militar deste domingo, em Honduras, contra o presidente Manuel Zelaya.

Segundo Obama, o êxito deste "golpe de Estado abriria um terrível precedente" para a região latino-americana, que registrou "tremendos progressos" democráticos nos últimos 20 anos.

"Não queremos retornar a um passado obscuro", no qual as bagunças eram frequentes, disse Obama.

"Queremos sempre ficar do lado da democracia", assegurou o líder americano, que prometeu que Washington colaborará com a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a comunidade internacional "para ver" se "essa situação pode ser resolvida pacificamente".

O presidente colombiano também condenou o golpe.

Zelaya foi tirado do poder, no domingo, já que pretendia realizar uma consulta popular para dar início a um processo de reforma constitucional no país. algo que, segundo seus críticos, tinha o objetivo de abrir o caminho para um segundo mandato, o que a Carta Magna hondurenha proíbe atualmente.

Segundo Uribe, é necessário distinguir "o debate sobre se um presidente deve permanecer um mandato a mais no poder" e "a solidez das instituições".

Os dois líderes dedicaram parte de sua reunião para tratar sobre o TLC, que Obama criticou quando era candidato presidencial democrata.

Neste sentido, Obama disse que os dois países devem colaborar para "chegar a um lugar no qual seus respectivos legisladores estejam convencidos de que o acordo beneficiará os dois países".

Uribe deu garantias ao presidente americano e declarou que quer resolver as questões sobre o respeito aos direitos humanos e assegurou que "grandes progressos foram alcançados". EFE mv/pd

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