Bariloche (Argentina), 28 ago (EFE).- O golpe de Estado em Honduras gerou hoje um atrito entre o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e outros participantes da Cúpula Extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

Uribe disse no plenário que "há maniqueísmo" em torno do golpe de Estado em Honduras "com intervenções seletivas", comentário pelo qual a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, pediu esclarecimentos.

"Não pode haver intervencionismos maus ou bons, todos são graves e a Colômbia está ameaçada por um intervencionismo político", respondeu Uribe.

Em seu discurso, Cristina considerou que "o de Honduras não é um fato menor" quando "se vê que sequestraram" o presidente constitucional Manuel Zelaya, no dia 28 de junho, e "o aterrissaram" na base americana de Palmerola em Honduras, para levá-lo depois à Costa Rica.

Cristina afirmou que o Governo de Roberto Micheletti "maltratou" de forma "ostensiva" a missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) e "rejeita" o "acordo da Costa Rica" e a mediação do presidente Oscar Arias, de quem destacou sua imparcialidade.

Já o governante equatoriano, Rafael Correa, presidente temporário da Unasul, concordou com a necessidade de tomar "medidas um pouco mais contundentes para tentar que a democracia retorne a Honduras".

Por sua parte, a chilena Michelle Bachelet sugeriu a Correa que, durante a próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, convoque os presidentes da Unasul "para ver o que mais se pode fazer sobre Honduras". EFE nk/pd

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