Um capitão do Exército da Guiné anunciou nesta terça-feira na rádio estatal a dissolução do governo e das instituições republicanas, além da suspensão da Constituição, poucas horas depois do anúncio da morte do general presidente Lansana Conté, que estava no poder desde 1974.

"A partir de hoje está suspensa a Constituição, assim como toda atividade política e sindical", declarou o capitão Musa Dadis Camara.

"O governo e as instituições republicanas foram dissolvidos", acrescentou, antes de afirmar que será formado um "conselho consultivo" integrado "por civis e militares".

Mais cedo, o primeiro-ministro Ahmed Tidiane Souaré anunciara um luto nacional de 40 dias pela morte do presidente Lansana Conté.

O presidente, que governava a Guiné há 24 anos, morreu na noite de segunda-feira, aos 74 anos, informou o presidente da Assembléia Nacional, Aboubacar Somparé, à TV estatal.

"Lamentamos anunciar ao povo da Guiné a morte do general Lansana Conté, em consequência de uma longa enfermidade, às 18H45" de segunda-feira, disse Somparé à TV.

O comunicado foi acompanhado por declarações do primeiro-ministro, Ahmed Tidiane, e do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Diarra Camara.

Somparé solicitou ao presidente da Suprema Corte que declarasse oficialmente a vacância e aplicasse a Constituição.

Pela Constituição guineana, o presidente da Assembléia Nacional deveria assumir a direção do país, provisoriamente, até a realização de eleições presidenciais, no prazo de 60 dias.

Lansana Conté, um militar de carreira, chegou ao poder em um golpe de Estado no dia 3 de abril de 1984, uma semana após a morte do presidente Ahmed Sékou Touré.

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