ASSUNÇÃO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, em seu discurso na http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/07/24/honduras+e+gripe+suina+tomam+lugar+do+comercio+em+cupula+do+mercosul+7458988.html target=_topCúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que a região não pode tolerar o golpe contra o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

Lula afirmou que o golpe contra Zelaya "é um retrocesso democrático que não pode ser tolerado e com que não se pode transigir".

O presidente brasileiro expressou seu apoio "ao esforço da comunidade internacional" para que Zelaya possa voltar a exercer o poder, "para o qual foi eleito".


Lula discursou nesta sexta-feira na cúpula do Mercosul / AP

Apoio de outros países

A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, chamou hoje o Mercosul a condenar a tentativa do novo governo de Honduras de legalizar, através da convocação de eleições, a deposição de Manuel Zelaya.

"Sem discursos inflamados nem agressões, devemos condenar os golpes cívico-militares que depois convocam eleições e, desta maneira, pretendem legalizar o que constitui um golpe", disse Cristina, em seu discurso na Cúpula de chefes de Estado do Mercosul.

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, também condenou o golpe e afirmou que " Honduras é uma ferida que sangra na democracia regional ", ao defender o presidente deposto Manuel Zelaya, diante da cúpula de líderes de Estado do Mercosul.

"Este semestre foi um período difícil na economia para nossos povos e nesta dura etapa fomos surpreendidos por um ato que imaginávamos que estivesse enterrado, o golpe de Estado que derrubou o governo constitucional de Manuel Zelaya, no dia 28 de junho", disse Lugo na abertura da cúpula do bloco.

Em seu discurso diante dos chefes de Estado do Brasil, Argentina e Uruguai, os demais membros plenos do bloco, e dos Estados associados da Bolívia e Chile, pediu que "nunca em território da América surja uma ditadura que provoque o silêncio da voz".

Discurso de Lula no Mercosul

Em seu discurso na Cúpula do Mercosul, Lula lembrou a figura do ex-presidente da Argentina Raúl Alfonsín, que "esteve na raiz" do nascimento do Mercosul.

Além disso, destacou que a reunião presidencial de Assunção acontece em um momento no qual ainda não se sabe os custos sociais da "crise mais grave da economia mundial".

"Não basta recuperar a confiança no sistema bancário mundial", disse Lula, que pediu a defesa dos níveis de emprego e do desenvolvimento econômico dos países da região.

Afirmou que a região está recuperando o crescimento, graças, entre outros, ao comércio interregional e devido ao Mercosul, e disse que, neste momento, os países integrantes não precisam, como antes, recorrer a organismos financeiros internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Lula defendeu aprofundar o caráter social do processo de integração, com avanços, por exemplo, na institucionalização do Parlamento do mecanismo.

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