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GM anuncia plano de cortes após queda nas vendas

A montadora General Motors (GM), líder em vendas nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira um plano de reestruturação que prevê um corte de 20% nos gastos com salários, que deve se refletir em demissões, e a venda de ativos no total de US$ 4 bilhões. O novo plano é a resposta da empresa às quedas nas vendas, atribuídas por analistas ao aumento do preço da gasolina e ao desaquecimento da economia americana.

BBC Brasil |

Além dos cortes e vendas de ativos, a GM anunciou que vai captar um empréstimo de US$ 2 bilhões para mudar suas operações nos Estados Unidos, em uma tentativa de produzir veículos que tenham maior aceitação por parte dos consumidores.

Executivos da empresa também deixarão de receber bônus neste ano e em 2009, e empregados aposentados deixarão de ter assistência médica gratuita.

No início de junho, a GM, com sede em Detroit, já havia anunciado o fechamento de quatro de suas fábricas no país e também no México e no Canadá.

Plano radical
Segundo o correspondente da BBC em Nova York, Greg Wood, o plano da GM é radical e prevê cortar o máximo de gastos possível - e, se as medidas não ajudarem a GM a se adaptar ao impacto do alto preço da gasolina nos hábitos de consumo dos americanos, nada vai funcionar.

O presidente mundial da GM, Rick Wagoner, diz que a empresa pretende reduzir a produção de caminhões leves para investir mais na fabricação de carros menores e mais econômicos, que são agora preferidos pelos consumidores.

Estima-se que o plano de reestruturação possa levar a um incremento de US$ 15 bilhões nas contas da empresa.

Dados divulgados também nesta terça-feira pelo Departamento de Comércio americano indicaram uma queda de 3,3% nas vendas das montadoras do país em junho.

Esse foi o pior mês para a indústria automobilística dos Estados Unidos em dois anos e meio.

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