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Giro de Clinton por Oriente Médio começa sem grandes resultados

A secretária de Estado Americana, Hillary Clinton, se reuniu neste sábado com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, como parte de um esforço renovado do governo americano para reiniciar as negociações entre israelenses e palestinos.

BBC Brasil |

Na reunião, da qual uma fonte palestina disse não terem saído "grandes resultados", Abbas reiterou a posição de seu governo, de retomar as negociações apenas quando Israel suspender a expansão de assentamentos judeus nos territórios ocupados.


Hillary se encontrou com Abbas neste sábado / Reuters

Após o encontro, que ocorreu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Clinton seguiu para Jerusalém, onde se encontrará com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A recusa israelense de suspender a expansão das construções tem sido a maior pedra no caminho do diálogo.

Apesar da ênfase que o governo do presidente Barack Obama tem posto na retomada do diálogo no Oriente Médio, até o momento as tentativas de Washington de mediar a questão tem dado poucos frutos.

Analistas crêem que a diplomata americana tentará, em seu giro deste fim de semana, encontrar um meio-termo entre os dois lados, mas ainda não está claro se isto significaria uma maior pressão sobre israelenses ou palestinos.

Em uma entrevista à BBC, Hillary Clinton expressou "sérios questionamentos" sobre a legitimidade dos assentamentos israelenses.

Ao mesmo tempo, ela deixou claro que apoia a existência de dois Estados para solucionar o impasse que vem desde a ocupação das terras, em 1967.

"O fato de que eu esteja na região reforça a seriedade com que estamos (o governo Obama) vendo o nosso desejo de que as partes iniciem uma negociação séria que inclua dois Estados", disse a diplomata.

Enquanto prosseguem as negociações, os Estados Unidos são criticados pelo grupo militante Hamas, que controla a Faixa de Gaza e é rival político do partido de Abbas, o Fatah.

O grupo, que venceu eleições gerais há três anos, não é reconhecido pelo governo americano.

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