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Ginástica do Brasil sofre tropeço em finais de Pequim

A ginástica artística do Brasil alcançou os melhores resultados de sua história nos Jogos Olímpicos de Pequim, mas o desempenho nas finais de aparelhos foi um tropeço para os principais nomes do esporte no país. Pela primeira vez, um ginasta brasileiro - Diego Hypólito - chegou a uma final olímpica na disputa masculina.

BBC Brasil |

Na competição feminina, o Brasil também conseguiu uma inédita classificação para a final por equipes - embora, na decisão, as brasileiras tenham terminado em último lugar entre as oito equipes finalistas.

A décima colocação de Jade Barbosa na final da disputa individual geral entre as mulheres também foi o melhor desempenho de uma ginasta brasileira nas Olimpíadas.

A possibilidade de uma medalha era maior neste domingo, quando Diego Hypólito e Daiane dos Santos disputariam a final no solo e Jade tentaria o pódio na disputa de saltos.

O resultado, no entanto, deixou os ginastas brasileiros abatidos: Diego e Daiane terminaram apenas em sexto lugar, e Jade ficou em sétimo.

Perplexo
Principal esperança brasileira de medalha na ginástica, Diego Hypólito fazia uma excelente apresentação no solo até que, no último movimento da série, sofreu uma queda que deu fim às suas chances de ir ao pódio.

Perplexo, o brasileiro parecia não acreditar que chegou tão perto. Por alguns minutos, Diego ficou sentado no banco ao lado do aparelho, com mãos na cabeça, cotovelos sobre os joelhos e a cabeça baixa.

"Nunca imaginei fazer isso, estava seguro que ia dar certo", lamentou. "Foram quatro anos tão bons na minha carreira."
"Era um elemento que eu realizava há anos e nunca havia errado", acrescentou. "Não sei explicar o que aconteceu."
Diego Hypólito foi bicampeão mundial no solo em 2005 e 2007. Com a queda deste domingo, terminou a final do aparelho na Olimpíada de Pequim apenas na sexta posição.

"Peço desculpas a todos os brasileiros pela expectativa que todos tiveram em cima de mim", disse, às lágrimas, o brasileiro. "Infelizmente, não deu certo."
Erros de Jade
A situação para Jade Barbosa era mais complicada. A previsão era de uma competição mais acirrada entre as mulheres, e a brasileira precisava de dois bons saltos para tentar a medalha.

Logo na primeira tentativa, Jade falhou na finalização do salto. Na segunda, um erro muito semelhante acabou levando a uma pontuação ainda mais baixa para a brasileira.

Apesar dos problemas, a ginasta disse que sai de Pequim satisfeita com os resultados da delegação brasileira e negou que a pressão da final tenha influenciado o resultado.

"Por ter sido minha primeira participação olímpica, senti um pouco de nervosismo em alguns momentos, mas nada que prejudicasse meu desempenho", afirmou.

"Para o futuro, vou trabalhar melhor o meu lado emocional para não ficar nervosa com a pressão natural nos momentos decisivos."
Daiane em sexto
A última brasileira a se apresentar no Ginásio Nacional de Pequim foi Daiane dos Santos, que disputou a final feminina do solo.

A ginasta gaúcha, que lutou para se recuperar de uma série de contusões para poder disputar a Olimpíada, acabou penalizada pelos juízes duas vezes durante sua apresentação por pisar fora do quadrado que delimita a área de competição.

Os erros custaram 0,2 ponto para a brasileira. Sem a penalidade, Daiane repetiria o quinto lugar alcançado na final do aparelho nos Jogos Olímpicos de Atenas. Com a punição, ficou em sexto e acabou com um resultado pior do que o de 2004.

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