Germes das mãos podem identificar pessoas

Pesquisadores forenses poderão utilizar em breve os germes encontrados nas mãos para identificar criminosos e vítimas, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira.

AFP |

Pesquisadores dirigidos por Noah Fierer, da Universidade do Colorado, em Boulder, utilizaram três teclados de computadores pessoais para obter DNA de bactérias e compará-las às bactérias dos dedos dos usuários.

Também identificaram germes de um número indeterminado de outros teclados de computadores públicos e privados que os três indíviduos não usaram, para ver se havia coincidências entre as bactérias dos dois grupos de teclados.

O processo revelou que as bactérias dos dedos são "pessoais" e apresentam muitas coincidências com os germes dos teclados que cada pessoa utiliza, assinalaram os pesquisadores.

O trabalho utilizou ainda nove mouses de computadores pessoais não utilizados por um lapso de 12 horas, assim como material da palma das mãos de seus proprietários.

As bactérias de cada mouse foram "significativamente mais similares" que as encontradas na mão de seu proprietário do que as verificadas em outras 270 mãos.

"Cada um de nós deixa um rastro único de germes", disse Fierer, professor do departamento de ecologia e biologia evolutiva da Universidade, acrescentando que as bactérias das mãos podem se "converter num valioso novo elemento na caixa de ferramentas dos cientistas forenses".

Os germes das mãos são abundantes e resistentes, enquanto as impressões digitais podem aparecer difusas ou impossíveis de se obter.

A menos que haja sangue, tecido, sêmem ou saliva em um objeto, é difícil obter DNA humano suficiente para a identificação forense, destaca estudo publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS) dos EUA.

"Dada à abundância das células bacteriais na superfície da pele (...) pode ser mais fácil recuperar o DNA bacteriano do que o DNA humano, mas serão necessários mais estudos para confirmar a certeza do método".

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