Geórgia vai abandonar a Comunidade dos ex-Estados soviéticos (CEI)

A Geórgia vai abandonar a Comunidade de Estados Independentes (CEI), que reúne todos os Estados ex-soviéticos com exceção das repúblicas bálticas, anunciou nesta terça-feira o presidente georgiano Mikhail Saakashvili em um comício no centro de Tbilisi ante milhares de pessoas.

Redação com agências internacionais |

"Tomamos a decisão: a Geórgia abandona a CEI", afirmou.

O anúncio acontece depois que as tropas russas entraram em território georgiano em represália pela tentativa de Tbilisi retomar o controle do território georgiano separatista pró-russo da Ossétia do Sul.

Suspensão

Após cinco dias de conflito, o presidente russo, Dmitry Medvedev, ordenou nesta terça-feira a suspensão das operações militares na Geórgia, dizendo que Moscou atingiu seu objetivo, que era punir Tbilisi.

"Apesar das declarações do presidente russo, que disse nessa manhã que as operações militares na Geórgia foram suspensas, neste momento, jatos de combate russos estão bombardeando dois vilarejos georgianos fora da Ossétia do Sul", disse o governo georgiano em um comunicado.

Tropas continuam na Geórgia

O ministro da Reintegração Georgiana, Temur Yakobashvili, confirmou que as tropas russas detiveram seu avanço em território georgiano, mas não se retiraram. O ministro russo da Defesa, Anatoli Serdiukov, também confirmou que as forças russas detiveram seu avanço na Geórgia.

Segundo o comando russo, a ordem de Medvedev foi obedecida, mas as tropas se manterão em suas atuais posições.

"As unidades que apóiam as forças de manutenção de paz voltaram à sua missão de defesa e, em alguns lugares da Geórgia, continuam retirando suas tropas", informou o chefe adjunto do Estado-Maior russo, general Anatoly Nogovitsin.

Nogovitsin afirmou, no entanto, que o cessar-fogo de suas forças e a interrupção do avanço pelo território georgiano não significam que todas as operações foram abandonadas, como as tarefas de reconhecimento.

Segundo um alto militar russo citado pela Interfax, a ofensiva russa no Cáucaso se dispunha a "enfraquecerr" militarmente a Geórgia para que este país não atacasse as repúblicas separatistas pró-russas da Abkházia e da Ossétia do Sul.

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* Com Reuters, AFP e EFE

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