Geórgia rompe acordo de cooperação em defesa antiaérea com a Rússia

Tbilisi, 5 mai (EFE).- A Geórgia abandonou o acordo de cooperação em defesa antiaérea que tinha com a Rússia, em outro episódio da disputa bilateral por causa do apoio de Moscou às regiões separatistas da Abkhazia e da Ossétia do Sul.

EFE |

O Ministério de Assuntos Exteriores georgiano informou hoje que foi entregue hoje ao embaixador russo em Tbilisi, A. Smaga, uma nota oficial sobre a saída da Geórgia do acordo de cooperação em defesa antiaérea, assinado pelos dois países em 19 de abril de 1995.

O acordo bilateral entre Rússia e Geórgia foi assinado um mês após dez países da Comunidade de Estados Independentes (CEI, todos menos Azerbaijão e Moldávia) assinarem a criação de um sistema comum de defesa antiaérea da aliança pós-soviética.

Fontes militares russas disseram que a decisão da Geórgia "não enfraquecerá" a defesa comum, pois sua participação era "nominal" e o único prejudicado será o Estado georgiano, pois "perderá a proteção garantida de ataques aéreos", diz a agência "Interfax".

Tbilisi anunciou a decisão um dia depois de a Abkhazia denunciar que sua defesa antiaérea derrubou dois aviões espiões não pilotados do Exército georgiano.

Nos dias 18 de março e 20 de abril deste ano, a Abkhazia afirmou ter abatido outros dois aviões espiões georgianos Hermes 450, de fabricação israelense, apesar de a Geórgia ter dito que a segunda destas aeronaves foi derrubada por um caça russo Mig-29.

A Geórgia também entregou ontem uma nota de protesto ao embaixador russo em Tbilisi pelo fato de Moscou ter aumentado de dois mil para três mil soldados o contingente de forças de paz russas presentes na Abkhazia.

As tensões entre os dois países por causa dos planos da Geórgia de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e pelo apoio da Rússia aos separatistas georgianos aumentaram nas últimas semanas pelas acusações de Moscou contra Tbilisi de preparar uma invasão militar na Abkhazia.

Já Tbilisi acusa a Rússia de ter iniciado uma "anexação militar" desta região do território georgiano, a cuja maioria dos habitantes a Rússia concedeu carta de nacionalidade em segredo. EFE mv/wr/fal

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