Geórgia resistirá a revolta fomentada por Moscou, diz presidente

Por Margarita Antidze TBILISI (Reuters) - O presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, afirmou nesta terça-feira que a Geórgia não vai sucumbir aos esforços russos para fomentar revoltas, enquanto oposicionistas planejavam o sexto dia de protestos contra o seu governo e pediam a sua renúncia.

Reuters |

Saakashvili apareceu novamente para sugerir que há dinheiro russo por trás dos protestos de rua pedindo a sua saída por acusações de autoritarismo e a fracassada guerra contra a Rússia, no ano passado.

Líderes oposicionistas dizem que as acusações são uma campanha suja contra eles e refletem a indiferença do governo em relação às queixas dos manifestantes.

Saakashvili acusou a Rússia de alocar suas forças nas regiões georgianas separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia nas últimas semanas.

"Tudo isso objetivou distúrbios internos e, como os acontecimentos desses últimos dias nos mostram, não importa quanto dinheiro vão gastar ou o que podem fazer, a Geórgia é um país estável", afirmou o presidente, durante visita a uma clínica de saúde. "É impossível causar graves revoltas aqui."

Dezenas de manifestantes passaram a noite em barracas do lado de fora do gabinete presidencial na capital Tbilisi, e planejavam um sexto dia de protestos.

Até 20 mil pessoas participaram da manifestação na segunda-feira, novamente bloqueando a principal avenida da capital antes de marcharem rumo ao gabinete de Saakashvili pedindo a sua renúncia.

A adesão às manifestações caíram desde o primeiro dia, quando cerca de 60 mil pessoas compareceram ao protesto em frente ao edifício do Parlamento. Mas líderes da oposição negam que a campanha esteja perdendo força.

Críticos acusam o presidente, visto por alguns georgianos como descarado e impulsivo, de monopolizar o poder depois ter assumido o cargo na Revolução Rosa de 2003. Eles alegam que Saakashvili possui uma linha autoritária e reprimiu o judiciário e a imprensa.

A guerra de cinco dias contra a Rússia, em agosto do ano passado, quando Moscou suprimiu um ataque da Geórgia na Ossétia do Sul, fortaleceu críticas de que o líder, que tem 41 anos, cometeu muitos erros para poder permanecer no cargo até 2013.

Mas analistas dizem que o Movimento Nacional Unido, de Saakashvili, mantém grande apoio e que a posição do presidente parece ser forte, apesar da perda de alguns importantes aliados e várias mudanças em seu gabinete.

A oposição é classificada como fraca e sem um líder forte o suficiente para desafiá-lo.

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