Geórgia pede vigilância com a Rússia à comunidade internacional

Valência (Espanha), 18 nov (EFE).- O Governo da Geórgia pediu hoje à comunidade internacional para intensificar sua vigilância, no temor de uma nova intervenção militar da Rússia.

EFE |

Se a comunidade internacional não estiver atenta é "muito provável" que ocorra outra intervenção militar da Rússia, disse à Agência EFE o vice-primeiro-ministro da Geórgia, Giorgi Baramidze.

Segundo ele, a Rússia pode continuar sua "agressão", porque não alcançou a meta almejada, que é, em sua opinião, a mudança do Governo da Geórgia.

Rússia e Geórgia se enfrentaram em agosto pelas regiões separatistas de Ossétia do Sul e Abkházia, conflito encerrado por uma resolução de paz da União Européia (UE) a pedido do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O político georgiano reconheceu as "múltiplas complicações" que precisará enfrentar seu país, por considerar que não será fácil "obrigar" a Rússia a retirar suas tropas do território georgiano.

"Vai fazer falta um trabalho intenso e comum com a Europa para solucionar o conflito. Somos realistas e sabemos o potencial com o qual conta a Rússia", afirmou Baramidze.

O vice-primeiro-ministro da Geórgia mostrou sua confiança em que a União Européia e os Estados Unidos saibam defender os princípios "sobre os que se assenta o mundo civilizado".

Baramidze assiste em Valência à 54ª Assembléia Parlamentar da Otan junto com o presidente desse país, Mikhail Saakashvili.

O vice-primeiro-ministro afirmou que a presença de observadores europeus na região "reduz a possibilidade de continuidade de uma agressão militar" e, por isso, fez uma chamada à comunidade internacional para que essa missão civil seja "mais ampla", e não tenha um papel de mero observador.

O Governo georgiano disse que deseja estabelecer boas relações com a Rússia, mas Baradmize precisou que para isso o país vizinho deverá "respeitar sua soberania e a integridade territorial".

O Governo de seu país, disse, está preparado para um diálogo construtivo com seus vizinhos e estuda os mecanismos que poderiam contribuir para solucionar o problema das regiões separatistas de Ossétia do Sul e Abkházia.

Ele "quer", concluiu, "oferecer uma maior autonomia" a essas regiões, cuja independência só reconhecem Rússia e Nicarágua, e, para isso, aprofundar o conhecimento dos modelos territoriais de países como a Espanha e Itália. EFE sob-jmm/jp

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