Geórgia e Suíça recebem ex-presidiários de Guantánamo

Tbilisi e Genebra, 24 mar (EFE).- Geórgia e Suíça confirmaram, nesta quarta-feira, a chegada de presos que foram transferidos da base americana de Guantánamo, em Cuba.

EFE |

O Ministério do Interior da Geórgia confirmou que os três presos enviados de Guantánamo ao país chegaram na terça. Por não serem considerados perigosos, ficarão em liberdade. Segundo fontes governamentais, os três são originários de países do Oriente Médio.

"Estas pessoas não foram condenadas. Não são concretamente culpadas de nenhum delito, e por isso ficarão em liberdade", disse o porta-voz do Interior, Shota Utiashvili, ao canal televisivo local "Rustavi-2".

O presidente do comitê parlamentar para a defesa dos direitos humanos, Gueorgui Arsenishvili, afirmou que "como parceira, a Geórgia cumpre com suas obrigações perante os Estados Unidos", ao receber os presidiários, garantindo que eles "não representam nenhum perigo".

Em declarações à agência Efe, a vice-ministra para a Reintegração, Elena Tevdoradze, afirmou que os ex-réus de Guantánamo "não terão direito de abandonar a Geórgia" e acrescentou que o tempo que permanecerão no país é assunto confidencial, destacando que eles "provavelmente ficarão sob vigilância, mas não presos, já que não foram condenados".

Enquanto isso, a Suíça confirmou a chegada dos dois uigures de nacionalidade chinesa que também estavam detidos em Guantánamo e serão acolhidos pelo país.

A transferência gerou muita polêmica desde que o governo suíço anunciou o acordo com o Washington para recebê-los. O Governo chinês recebeu mal a decisão, e advertiu que as relações bilaterais serão prejudicadas. Os homens são considerados terroristas pela China.

Apesar disso, os Governos da Suíça e do cantão do Jura, onde ficarão, mantiveram suas posições. As autoridades suíças explicaram que as identidades e os locais de domicílio dos homens, que receberão apoio de associações de imigrantes, serão preservadas.

Em janeiro a Suíça tinha recebido o primeiro ex-prisioneiro de Guantánamo, um cidadão uzbeque que atualmente vive no cantão de Genebra.

O fechamento do centro de detenção na base de Guantánamo foi uma das principais promessas eleitorais do presidente americano, Barack Obama. EFE mv-egw-is/fm

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