Geórgia diz que nada pára caminhada rumo à democracia

Budapeste, 10 out (EFE).- A Geórgia está decidida a se transformar em uma democracia e ninguém poderá mudar o rumo dessa política, assegurou hoje em Budapeste o ministro da Defesa do país, Davit Kezerashvili, na primeira reunião da Comissão Otan-Geórgia.

EFE |

Na reunião da comissão com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o ministro georgiano assegurou que o Governo de seu país, assim como a população, "unânime e decididamente apóiam as transformações rumo a uma democracia mais madura".

Kezerashvili reconheceu que a Geórgia vive sérios desafios e ameaças, enquanto sua política se dirige a integrar o grupo de democracias euro-atlânticas.

O ministro disse que a comissão é um organismo que funcionará como um catalisador na relação entre a Aliança Atlântica e a Geórgia.

"Existem também outros instrumentos de relação, como o diálogo mais intensivo", ressaltou.

Há algumas semanas "cumprimentamos em Tbilisi a delegação da Otan, (cuja chegada) foi um acontecimento histórico", frisou Kezerashvili.

Ele lembrou também que a Otan reiterou que a Geórgia será membro pleno da Otan, o que, segundo ele, "ajudará muito nas reformas" no país.

Já Jaap de Hoop Scheffer, secretário-geral da Otan explicou que durante a sessão de hoje se discutirá "a reforma da defesa e a cooperação entre Otan e Geórgia".

"Espero que isso sirva para o fortalecimento de nossas relações", disse o secretário-geral, que ainda destacou que com as negociações, a Otan apoiará as aspirações euro-atlânticas da Geórgia.

Ele disse que outra área do trabalho da comissão é a de revisar os processos iniciados em Bucareste em abril deste ano.

"Temos muito o que fazer no que se refere a apoio", principalmente no campo da Defesa Civil de catástrofes, nas reformas de defesa e em temas relacionados com a defesa aérea, assim como no terreno da informática, acrescentou.

Em Budapeste se reuniram ontem e hoje representantes dos 26 países-membros da Otan e de outros 14 países que participam de ações da aliança para discutir sobre questões internacionais como a situação em Afeganistão e Kosovo, assim como as reformas e o futuro da organização. EFE mn/rr

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