Geórgia diz que atacou Ossétia do Sul após confirmação de invasão russa

Tbilisi, 28 out (EFE).- Um alto chefe militar georgiano declarou hoje que suas tropas atacaram a Ossétia do Sul, no início de agosto, somente após ser confirmada a informação de que o Exército russo já tinha entrado no território da região separatista.

EFE |

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Geórgia, Zaza Gogava, explicou na comissão parlamentar que investiga o conflito com a Rússia, que a ofensiva de seu país foi uma resposta à entrada das Forças russas na Ossétia do Sul.

Gogava ressaltou que o objetivo inicial dos bombardeios da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, na madrugada de 8 de agosto, era responder aos ataques dos separatistas na véspera contra vários postos militares e povoados georgianos da Ossétia e proteger os habitantes dessas localidades.

"Era uma operação defensiva móvel que não tinha como objetivo tomar Tskhinvali. É uma cidade georgiana e não queríamos tomá-la.

Mas a situação mudou e nos vimos obrigados a atacar", afirmou, segundo as agências locais.

Gogava afirmou que o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, ordenou a ofensiva na Ossétia do Sul em 7 de agosto, às 23h35 local (16h35 de Brasília), por uma linha telefônica de alta segurança.

Saakashvili ordenou que fossem detidas "as tropas e a técnica militar que avançavam da Rússia pelo túnel de Roki" e que fosse garantida "a segurança da população civil".

O secretário do Conselho de Segurança Nacional (CSN) da Geórgia, Aleksandr Lomaya, declarou à comissão parlamentar que o conflito armado foi desencadeado "pelos tiroteios maciços dos povoados georgianos".

"O presidente da Geórgia decidiu lançar o contra-ataque várias horas após uma reunião do CSN na qual se confirmou a informação que tropas russas e voluntários do Cáucaso Norte tinham iniciado uma invasão maciça no território georgiano pelo túnel de Roki", disse.

Lomaya desqualificou a declaração feita em 8 de agosto pelo comandante das tropas de paz georgianas, Mamuka Kurashvili, para quem a Geórgia decidiu "restabelecer a ordem constitucional na zona do conflito".

O secretário também denunciou a magnitude sem precedentes da "agressão russa", primeiro conflito bélico de Moscou com um vizinho pós-soviético.

"Na operação de invasão da Geórgia, participaram 80 mil soldados militares russos, um terço de suas unidades mais combativas", disse o secretário do Conselho de Segurança Nacional. EFE mv/rb/plc

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