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Géorgia declara estado de guerra na Ossétia e a Abkházia entra no conflito

A Geórgia se declarou neste sábado em estado de guerra após a intervenção da Rússia na ofensiva de Tbilissi na Ossétia do Sul, e uma nova frente de batalha foi aberta na Abkházia, outra república separatista georgiana.

AFP |

Os separatistas abkázios pró-russos iniciaram neste sábado uma operação militar para desalojar as tropas georgianas do desfiladeiro de Kodori, único setor da Abkházia que foge a seu controle total, anunciou o presidente abkházio Sergueï Bagapch.

"A aviação russa está bombardeando as localidades de Sakeni e de Bas-Kvaptchara em Kodori", afirmou a televisão georgiana.

"Assinei um decreto sobre um estado de guerra. A Geórgia se encontra em um estado de agressão militar total", afirmou presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, em reunião de seu Conselho de Segurança Nacional exibida pela televisão.

Essa decisão pode ser comparada a uma lei marcial, explicou o secretário do Conselho georgiano, Lomaia.

"A Geórgia se encontra em estado de agressão militar total: pela marinha e pela aviação russas, com operações em grande escala em terra", acrescentou o chefe de Estado georgiano.

A Rússia não quer uma guerra com a Geórgia, mas pretende restaurar a ordem em vigor na Ossétia do Sul depois da escalada do conflito, reagiu o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em uma entrevista à BBC.

Depois de declarada a ofensiva georgiana na Ossétia do Sul na madrugada de sexta-feira, a situação ficou confusa na capital dessa república separatista, Tskhinvali.

"O exército russo libertou completamente a capital das forças militares georgianas", assegurou o general Vladimir Boldyrev, comandante-em-chefe das forças terrestres russas em Vladikavkaz, república russa da Ossétia do Norte.

A Geórgia anunciou que os desfiladeiros de Kodori eram cenário de uma operação militar de envergadura e acusou a aviação russa por esses ataques.

"Esta tarde, a Rússia cortou o acesso da população civil ao resto do país ao bombardear a única estrada que une Kodori ao resto da Geórgia", acusou Tbilisi.

O presidente russo, Dimitri Medvedev, por sua vez, denunciou, em uma conversa por telefone com seu colega americano George W. Bush, as milhares de vítimas causadas pela Geórgia na Osétia do Sul, informou o Kremlin.

"As bárbaras ações da Geórgia deixaram um saldo de milhares de vítimas e agridem os direitos da totalidade de um grupo étnico", afirmou Medvedev, segundo declarações de um funcionário do Kremlin.

Bush, que como o presidente russo se encontra em Pequim para os Jogos Olímpicos, pediu o fim imediato dos combates na Ossétia.

"Pedimos o fim imediato da violência. Pedimos o fim dos bombardeios russos e o retorno à situação de 6 de agosto", enfatizou.

Mais de 1.500 pessoas morreram em Tskhinvali por causa da ofensiva, segundo a Geórgia. Milhares de outros habitantes da Ossétia estão feridos e mais de 30.000 pessoas fugiram da república pela fronteira russa.

Cerca de 2.000 homens da Geórgia se preparam para deixar o Iraque e voltar à Geórgia para auxiliar seu exército, anunciou à AFP o coronel Bondo Maïssouradze.

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