Geórgia acusa Rússia de querer mudar estrutura política global

Viena, 28 ago (EFE).- A ministra de Exteriores da Geórgia, Eka Tkeshelashvili, acusou hoje a Rússia de querer mudar a estrutura política global, e denunciou que continua a limpeza étnica nas chamada zonas de interposição russas entre Geórgia e Ossétia do Sul.

EFE |

"Falamos de mudanças perigosas, que vão em detrimento do direito internacional", disse a ministra, durante um reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Viena.

Após o recente reconhecimento russo da independência das regiões georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia, Moscou aplica a mesma política de escalada da tensão na região ucraniana da Criméia, advertiu a ministra georgiana.

"A Rússia continua sua política agressiva, não é mais uma agenda oculta", disse Tkeshelashvili.

Nessa região ucraniana, vive uma grande minoria russa, que receberam passaportes russos nos últimos meses e que reivindica mais direitos diante do Governo central em Kiev.

Além disso, a ministra georgiana denunciou que, etnicamente, a Ossétia do Sul foi "completamente limpa" pelas tropas russas, e que o processo continua nas chamada "zonas de interposição" russas em território georgiano.

"Trata-se de território completamente devastado e esvaziado pela Rússia", disse Tkeshelashvili, que definiu a atitude russa como uma "perigosa política de expansão".

Sobre a reconstrução e sobrevivência de seu país, a ministra disse que o mais importante é a recuperação econômica, e para isso a ajuda da comunidade internacional é "essencial".

Além disso, Tkeshelashvili disse que a Geórgia espera mais apoio das Nações Unidas, cujo órgão máximo, o Conselho de Segurança, não atuou até agora, diante do veto da Rússia.

"O Conselho de Segurança está paralisado, mas deveria atuar segundo o capítulo 7 ou 6", disse a ministra, em referência às partes que regulamentas as ações do órgão no caso de ameaças à paz, atos de agressão e na solução pacífica de disputas.

"Mas (o Conselho de Segurança) não está na posição de dar os passos pertinentes", lamentou a ministra, diante do direito de veto da Rússia no órgão máximo das Nações Unidas. EFE Jk/an

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