George Clooney, Tom Hanks e outras estrelas rejeitam greve em Hollywood

George Clooney, Tom Hanks e Helen Mirren são alguns dos nomes que se destacam em um abaixo-assinado com mais de 130 atores de Hollywood, entregue aos líderes sindicais da categoria, manifestando-se contra a greve promovida pelo maior sindicato de atores dos EUA.

AFP |

Na carta, enviada ao Sindicato de Atores de Cinema e Televisão (SAG, sigla em inglês), as estrelas pedem que não seja autorizada a convocação de greve, no momento em que o país atravessa uma grave crise econômica - divulgou a revista "Variety", nesta terça-feira.

Entre os signatários, estão celebridades como Matt Damon, Morgan Freeman, Alec Baldwin, Steve Carell, Billy Crystal, Cameron Diaz, Sally Field, Jeremy Irons, Helen Hunt, Diane Lane, Kevin Spacey e Charlize Theron, além de ex-presidentes do próprio SAG, como Patty Duke, Melissa Gilbert e William Schallert.

"Sentimos, de maneira muito forte, que os membros do SAG não deveriam votar pela autorização de uma greve neste momento", afirma a carta.

"Apoiamos nosso sindicato e apoiamos os temas pelos quais estamos lutando, mas não acreditamos que atualmente seja o momento para colocar as pessoas fora de seus postos de trabalho", acrescenta o texto.

Uma greve na indústria americana do entretenimento provocaria um caos, após os meses necessários para a recuperação do setor, bastante afetado pela paralisação de 100 dias dos roteiristas, encerrada em fevereiro. As perdas foram estimadas em mais de 2 bilhões de dólares.

Na semana passada, o SAG confirmou que convocará seus membros para votar pela greve a partir de 2 de janeiro, o que levantou temores de que a indústria fique à beira de uma disputa potencialmente devastadora.

Antes das negociações de junho passado, atores como Tom Hanks, Kevin Spacey e Alec Baldwin, defensores de uma postura mais flexível no diálogo com os estúdios, enfrentaram publicamente Jack Nicholson e Ben Stiller, mais radicais.

Nesse momento, Clooney pediu unidade a todos os atores, assim como aos dois sindicatos que se enfrentaram por esse tema, o SAG e o AFTRA (menor), afirmando que as divisões apenas reforçam a posição dos estúdios.

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