Geólogos descobrem pegadas de dinossauros entre Utah e Arizona

Washington, 20 out (EFE) - Geólogos da Universidade de Utah descobriram uma concentração de milhares de pegadas de dinossauros naquele que foi um oásis na fronteira dos estados de Utah e Arizona há 190 milhões de anos.

EFE |

Um comunicado da universidade indicou hoje que são impressões das patas e do rastro deixado pelas caudas dos animais.

Segundo os cientistas, tanto as pegadas quanto os rastros das caudas dos dinossauros são uma evidência de intervalos úmidos e secos durante o Período Jurássico, quando a região do sudoeste dos Estados Unidos era um deserto.

Um relatório sobre a descoberta foi publicado no número de outubro da revista internacional de paleontologia "Palaios".

As pegadas foram descobertas no Monumento Nacional Vermilian Clikks e, inicialmente, achou-se que eram buracos criados pela erosão.

Os cientistas da Universidade de Utah indicam que há tantas pegadas de dinossauros que parece que os animais tinham transformado o local em uma "pista de dança".

Marjorie Chan, professora de geologia e geofísica da universidade, disse que é possível que, ao lugar, tenham chegado diversos tipos de dinossauros para saciar a sede.

Segundo Winston Seiler, que participou da pesquisa, a forma e o tamanho das pegadas indicam que no local se reuniam pelo menos quatro tipos de dinossauros.

"O tamanho diferente das pegadas (de 2,5 centímetros a cerca de 50 centímetros) pode nos dizer que eram mães com seus bebês", acrescenta.

Na região oeste dos Estados Unidos foram descobertos vários lugares que foram habitados por diversos tipos de dinossauros.

No entanto, segundo Seiler, nesses lugares as pegadas não superavam poucas e, "nesta superfície em particular, há mais de mil".

Por outra parte, os traços deixados pelas caudas dos animais constituem uma descoberta especial, porque há menos de uma dúzia de lugares similares no mundo todo, acrescentou.

Chan visitou o lugar pela primeira vez em 2005 e pensou que os buracos eram característicos da erosão, "mas sabia que isso não era tudo devido à alta concentração e porque não havia nenhum outro lugar que tinha uma superfície similar", destacou.

Um ano depois, o lugar foi visitado por Seiler, que admitiu que, inicialmente, achou que se tratava de buracos da erosão, "mas após cinco minutos de caminhar pelo lugar", se deu conta de que eram pegadas de dinossauros, ressaltou. EFE ojl/db

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