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Genro afirma que Battisti não será bode expiatório da Itália

Brasília, 12 mai (EFE).- O ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu hoje a decisão de conceder refúgio ao ex-ativista italiano Cesare Battisti e afirmou que o Brasil não entregará alguém que será um bode expiatório dos anos de chumbo na Itália.

EFE |

Segundo Genro, citado pela Agência Brasil, o Governo da Itália insiste na extradição de Battisti para utilizá-lo como "um símbolo" da violência política que assolou o país nos anos 70.

Durante uma audiência hoje perante uma comissão da Câmara dos Deputados para discutir a situação de Battisti, o ministro sustentou que "qualquer juiz razoavelmente isento o absolveria por insuficiência de provas".

Com 54 anos e atualmente escritor, Battisti fez parte do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas muito ativo na Itália na década de 70.

Fugiu da Itália em 1990, obteve refúgio na França e foi julgado à revelia em seu país em 1993 por quatro homicídios, pelos quais foi condenado a cadeia perpétua.

Battisti fugiu de Paris em 2004, quando as autoridades francesas anunciaram sua disposição em entregá-lo à Itália, e foi detido no Brasil em março de 2007.

A Itália pediu sua extradição, mas em janeiro passado o Governo federal lhe concedeu o status de refugiado, uma polêmica decisão que levou Roma a chamar seu embaixador no Brasil para consultas durante duas semanas.

O futuro de Battisti depende de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que ainda deve opinar em relação ao pedido de extradição feito pela Itália e definir se é compatível ou não com a condição de refugiado dada pelo Governo.

No sábado passado, a Itália lembrou as vítimas do terrorismo no 31º aniversário da morte de Aldo Moro, líder da Democracia Cristã assassinado pelas Brigadas Vermelhas.

Em um dos atos, o presidente italiano, Giorgio Napolitano, lamentou "o tratamento inexplicavelmente indulgente" do Brasil ao conceder o status de refugiado político a Battisti, apesar da condenação que pesa contra ele. EFE ed/bba

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