Genoma sintético deve acelerar a criação da inteligência artificial

Cientistas americanos descobriram uma nova forma mais eficiente de construir um genoma sintético que pode ser a porta para a criação da vida artificial, segundo o Instituto Venter, dirigido pelo polêmico pioneiro da biotecnologia, Craig Venter.

AFP |

O método já é utilizado na bioquímica para elaborar uma nova geração de biocombustíveis nos laboratórios deste cientista determinado a criar uma forma de vida artificial, apesar de essa perspectiva ser altamente controvertida e suscitar inúmeros debates étnicos.

O instituto já havia anunciado, em janeiro, que havia conseguido criar o primeiro genoma sintético de uma bactéria. Num primeiro momento, utilizou-se a bactéria E. Coli para fabricar este genoma, mas os cientistas descobriram que este processo era demorado, e que a bactéria tinha dificuldade para reproduzir grandes segmentos de DNA.

Depois decidiram recorrer a um tipo de levadura conhecida como "Saccharomyces cerevisiae". Esta permitiu que criassem um genoma sintético utilizando um método que chamaram de "recombinação homóloga", um processo que as células utilizam naturalmente para reparar danos em seus cromossomos.

Então exploraram a capacidade de montagem do DNA na levadura, que se revelou uma "fábrica genética", segundo o Instituto em um comunicado nesta quarta-feira.

"A equipe do Instituto Venter pode, a partir de agora, montar o genoma da bactéria 'Mycoplasma genitalium' em uma única etapa, a partir de 25 fragmentos de DNA", assinala o centro em seu site.

Estas descobertas representam "um grande progresso dos métodos que a equipe havia elaborado e descrito, em janeiro, quando apresentou o primeiro genoma sintético", acrescentou.

A criação de vida artificial é um dos Santo Graal da ciência moderna.

bur-mso/cn

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