Genoma do pêssego ajudará melhorar qualidade de outras frutas

Washington, 19 abr (EFE).- Cientistas que conseguiram identificar a sequência do genoma do pêssego afirmaram hoje que essa conquista não só ajudará a melhorar a qualidade da fruta, mas também contribuirá para de outras frutas da mesma família.

EFE |

A sequência com 27.852 genes do pêssego foi publicada no início de abril e a pesquisa foi realizada por cientistas americanos, espanhóis, chilenos e italianos.

A descoberta do genoma ajudará a melhorar características do pêssego, como seu sabor e a resistência às doenças dessa e de outras plantas, manifestou à Agência Efe Dorrie Main, professora de informática do Departamento de Horticultura da Universidade do Estado de Washington.

Acrescentou que a pesquisa trará benefícios a outros frutos e árvores da família Rosaceae, como amêndoa, amora, maçã, morango, ameixa, framboesa e os cítricos.

"Embora seja só uma parte da sequência do genoma, essa descoberta economizará, literalmente, anos de trabalho aos cientistas", acrescentou.

Segundo a pesquisadora, os cientistas poderão identificar os genes que controlam importantes características do pêssego e de outras plantas.

Main manifestou que a sequência do genoma, conseguida após três anos de trabalho, é de alta resolução, embora tenha utilizado uma técnica antiga.

Além disso, servirá para melhorar a qualidade de outras culturas.

O código do DNA que determina o amadurecimento e o que controla a suculência, por exemplo, é o mesmo em muitas plantas.

"Compreender esta biologia fundamental da qualidade da fruta permite melhorar as qualidades de cada cultura", acrescentou.

O genoma do pêssego, que contém 230 mil pares de bases, é relativamente pequeno em comparação com o do milho, que contém 2 bilhões de pares.

Bryon Sosinski, professor de horticultura da universidade da Carolina do Norte, indicou em declaração que se trata de uma das melhores sequências genéticas conseguidas no mundo vegetal e que "terá grande utilidade".

Na pesquisa também participaram os cientistas chilenos Lee Meisel, da Universidade Andrés Bello, e Herman Silva, do Núcleo Cientista Milênio em Biotecnologia e Biologia Celular Vegetal. O Chile é o maior exportador de pêssegos do Hemisfério Sul. EFE ojl/dm

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